Abstração: substantivo feminino – A fluidez que desafia a arte hegemônica

“A mulher se define antes pelo fluxo que pela forma”
Luce Irigaray
Na arte moderna, a abstração pictórica é associada a uma não representação da realidade visível como objetos, pessoas e paisagens, sendo que, ao abolir a figuração, a abstração lida com elementos formais e compositivos, autorreferentes da própria materialidade do meio.
Embora o conceito da abstração pictórica na contemporaneidade ainda esteja associado a certos formalismos, o termo ganhou outro alcance na medida em que abrange questões que transbordam sua autorreferencialidade tangenciando gênero, etnia, sociedade e política.
Reunir 9 artistas contemporâneas mulheres, de diferentes origens e gerações, e que trabalham com a abstração, objetiva criar certas fissuras em um meio por onde escapem fluidos que insistem em não se acomodarem em limites e espaços delimitados por linhas e ângulos sólidos.
Se não somente o nosso sistema de arte é composto por uma estrutura rígida, hegemônica e de corpos estáveis simbolicamente associados ao masculino, a fluidez do informe é feminina, fluidez esta que escapa à tentativa de se enquadrar em categorias estáticas.
“Abstração: substantivo feminino” propõe não exatamente a não representação de uma realidade visível, talvez o oposto, ou seja, a construção de uma subjetividade que não necessariamente reproduz aquele imaginário associado ao feminino, mas outros estados líquidos e múltiplos que escapam às estruturas lineares e binárias do pensamento patriarcal.
Mirela Luz
Sábado, dia 3 de outubro das 11 às 17h
portão vermelho
Fabrica Bhering 3⁰andar
Rua Orestes 28 Santo Cristo
Estou ouvindo a playlist Mulher no Samba , músicas 100% certificadas, na Cedro Rosa!
Repertório ®CertCon, de músicas certificadas, disponíveis para downloads e trilhas sonoras na Cedro Rosa.

“A mulher se define antes pelo fluxo que pela forma”
Luce Irigaray
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Embora o conceito da abstração pictórica na contemporaneidade ainda esteja associado a certos formalismos, o termo ganhou outro alcance na medida em que abrange questões que transbordam sua autorreferencialidade tangenciando gênero, etnia, sociedade e política.
Reunir 9 artistas contemporâneas mulheres, de diferentes origens e gerações, e que trabalham com a abstração, objetiva criar certas fissuras em um meio por onde escapem fluidos que insistem em não se acomodarem em limites e espaços delimitados por linhas e ângulos sólidos.
Se não somente o nosso sistema de arte é composto por uma estrutura rígida, hegemônica e de corpos estáveis simbolicamente associados ao masculino, a fluidez do informe é feminina, fluidez esta que escapa à tentativa de se enquadrar em categorias estáticas.
“Abstração: substantivo feminino” propõe não exatamente a não representação de uma realidade visível, talvez o oposto, ou seja, a construção de uma subjetividade que não necessariamente reproduz aquele imaginário associado ao feminino, mas outros estados líquidos e múltiplos que escapam às estruturas lineares e binárias do pensamento patriarcal.
Mirela Luz
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