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Abstração: substantivo feminino – A fluidez que desafia a arte hegemônica

há 53 minutos
2 min de leitura



“A mulher se define antes pelo fluxo que pela forma”

Luce Irigaray



Na arte moderna, a abstração pictórica é associada a uma não representação da realidade visível como objetos, pessoas e paisagens, sendo que, ao abolir a figuração, a abstração lida com elementos formais e compositivos, autorreferentes da própria materialidade do meio.


Embora o conceito da abstração pictórica na contemporaneidade ainda esteja associado a certos formalismos, o termo ganhou outro alcance na medida em que abrange questões que transbordam sua autorreferencialidade tangenciando gênero, etnia, sociedade e política.


Reunir 9 artistas contemporâneas mulheres, de diferentes origens e gerações, e que trabalham com a abstração, objetiva criar certas fissuras em um meio por onde escapem fluidos que insistem em não se acomodarem em limites e espaços delimitados por linhas e ângulos sólidos.


Se não somente o nosso sistema de arte é composto por uma estrutura rígida, hegemônica e de corpos estáveis simbolicamente associados ao masculino, a fluidez do informe é feminina, fluidez esta que escapa à tentativa de se enquadrar em categorias estáticas.


“Abstração: substantivo feminino” propõe não exatamente a não representação de uma realidade visível, talvez o oposto, ou seja, a construção de uma subjetividade que não necessariamente reproduz aquele imaginário associado ao feminino, mas outros estados líquidos e múltiplos que escapam às estruturas lineares e binárias do pensamento patriarcal.


Mirela Luz


Sábado, dia 3 de outubro das 11 às 17h

portão vermelho

Fabrica Bhering 3⁰andar

Rua Orestes 28 Santo Cristo


Estou ouvindo a playlist Mulher no Samba , músicas 100% certificadas, na Cedro Rosa!

Repertório ®CertCon, de músicas certificadas, disponíveis para downloads e trilhas sonoras na Cedro Rosa.






“A mulher se define antes pelo fluxo que pela forma”

Luce Irigaray



Na arte moderna, a abstração pictórica é associada a uma não representação da realidade visível como objetos, pessoas e paisagens, sendo que, ao abolir a figuração, a abstração lida com elementos formais e compositivos, autorreferentes da própria materialidade do meio.


Embora o conceito da abstração pictórica na contemporaneidade ainda esteja associado a certos formalismos, o termo ganhou outro alcance na medida em que abrange questões que transbordam sua autorreferencialidade tangenciando gênero, etnia, sociedade e política.


Reunir 9 artistas contemporâneas mulheres, de diferentes origens e gerações, e que trabalham com a abstração, objetiva criar certas fissuras em um meio por onde escapem fluidos que insistem em não se acomodarem em limites e espaços delimitados por linhas e ângulos sólidos.


Se não somente o nosso sistema de arte é composto por uma estrutura rígida, hegemônica e de corpos estáveis simbolicamente associados ao masculino, a fluidez do informe é feminina, fluidez esta que escapa à tentativa de se enquadrar em categorias estáticas.


“Abstração: substantivo feminino” propõe não exatamente a não representação de uma realidade visível, talvez o oposto, ou seja, a construção de uma subjetividade que não necessariamente reproduz aquele imaginário associado ao feminino, mas outros estados líquidos e múltiplos que escapam às estruturas lineares e binárias do pensamento patriarcal.


Mirela Luz


Sábado, dia 3 de outubro das 11 às 17h

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Rua Orestes 28 Santo Cristo


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