top of page
criativos 2022.png

CAFÉ COM HISTÓRIAS

há 14 horas
3 min de leitura



Outubro, o mês em que meu ano começa



Outubro sempre foi um mês especial para mim. É o mês do meu aniversário, mas também o mês em que sinto que a vida começa de novo.


Nasci em Nova York, no dia 20 de outubro, ao lado da minha irmã gêmea univitelina, Inês. Minha irmã, minha primeira companhia e minha melhor amiga da vida inteira.


Meu pai fazia aniversário no dia 19. Minha mãe foi para o hospital justamente naquele dia. Por pouco não nascemos no aniversário dele. Mas o médico atrasou, e chegamos ao mundo no dia seguinte.


Gosto dessa história. Das coincidências, dos imprevistos e da maneira como a vida escreve seus próprios roteiros.

Talvez por isso outubro seja, para mim, um mês de memória, expectativa, esperança e recomeços.


Meu ano não começa em janeiro. Meu ano começa em outubro.

E este novo ciclo chega em um momento complexo. O Brasil atravessa um processo eleitoral, enquanto o mundo vive uma polarização cada vez maior. Parece que estamos perdendo a capacidade de conversar, de escutar e de reconhecer o outro.


Acredito que precisamos encontrar um caminho de esperança. E esse caminho passa pela educação, pela cultura e por uma nova geração de jovens que compreenda a importância da política, da administração pública e da responsabilidade coletiva.


Porque esperança não pode ser apenas um sentimento. Precisa se transformar em ação.

É também por isso que continuo acreditando no poder das histórias.

Sigo minha turnê nacional de lançamento de Somos Feitos de Histórias — O Entretenimento de Impacto Social. E a Vida, enfim., encontrando estudantes, professores e pessoas que acreditam na cultura como instrumento de transformação.


Em novembro, estarei no Rio Grande do Sul. No dia 3, na Unisinos, em São Leopoldo, e no dia 6, na Feira do Livro de Porto Alegre, ao lado de Letícia Wierzchowski, autora de A Casa das Sete Mulheres, obra que tive o privilégio de dirigir para a televisão.


Vamos conversar sobre o valor da propriedade intelectual, a importância dos livros para a indústria audiovisual e sobre como histórias profundamente locais podem alcançar o mundo.

A Casa das Sete Mulheres é um exemplo extraordinário. Uma guerra contada pelo olhar feminino, uma narrativa à frente de seu tempo, que atravessou fronteiras e conquistou públicos internacionais.


Pensar local e agir global.

E talvez seja esse o meu desejo para este novo ano que começa: que possamos construir mais pontes e menos muros. Que a cultura, a educação e as novas gerações nos ajudem a recuperar a capacidade de dialogar e imaginar outros futuros.


Porque, mesmo em tempos difíceis, acredito que sempre existe um caminho para a esperança.

E que as histórias podem nos ajudar a encontrá-lo.


Feliz outubro. Que venham novos capítulos.



Café com Histórias | Outubro de 2026

Repertório ®CertCon, de músicas certificadas, disponíveis para downloads e trilhas sonoras na Cedro Rosa.


Leia outros artigos de Teresa Lampreia no Portal CRIATIVOS!


Playlists semânticas

Playlists podem ser mais inteligentes do que uma simples sequência de músicas.

Uma playlist semântica organiza músicas a partir de conceitos, contextos, temas, lugares, períodos, características e relações entre os conteúdos.


Com o ®CertCon, essa possibilidade ganha uma camada adicional: músicas identificadas e certificadas podem ser organizadas em coleções com contexto e informação sobre seus ativos.


Imagine uma playlist sobre o Rio de Janeiro que não seja apenas uma seleção musical, mas uma experiência conectando músicas, autores, obras, lugares e histórias.


Imagine uma playlist sobre música sertaneja de qualidade, onde as músicas já estivessem certificadas, prontas para serem ouvidas e licenciadas.


É a tecnologia ajudando a transformar catálogo em conhecimento — e conhecimento em novas possibilidades de circulação.




Comentários


+ Confira também

Destaques

Essa Semana

bottom of page