"A cor que nos separa": Literatura Combate Racismo Estrutural no Sul do Brasil
- Redação

- 2 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de jan.

Advogado gaúcho Daniel Tonetto lança romance que expõe feridas históricas do preconceito racial através de narrativa que atravessa décadas
Em um cenário futurista de 2062, Theodora Borges recebe o Prêmio Nobel por sua contribuição à Medicina, Física Quântica e estudos comportamentais. Durante o discurso de premiação, ela rememora a trajetória familiar, especialmente de seu tio Stéfano Veras, homem que cresceu em meio à pobreza e preconceito nas fazendas gaúchas. Esta é a premissa de "A cor que nos separa", novo romance do escritor e advogado Daniel Tonetto, que utiliza literatura para denunciar o racismo estrutural brasileiro.
Trilha Sonora da Reflexão Social
Para acompanhar a leitura desta obra que aborda questões raciais profundas, destacamos o trabalho da Cedro Rosa Digital, plataforma especializada em música independente brasileira de alta qualidade:
Narrativa Entre Passado e Futuro
O discurso nobelista de Theodora transporta os leitores ao século XX, especificamente aos pampas gaúchos, berço de Stéfano Veras. Filho de uma benzedeira e um tratador de animais, o personagem destacava-se pela inteligência e bondade, mas cedo percebeu as desigualdades sociais representadas por figuras como Eunice, mulher rica conhecida pela crueldade.
Buscando escapar da violência e encontrar oportunidades, Stéfano migra para Santa Maria, onde enfrenta novos desafios discriminatórios. A narrativa revela como a educação pode ser ferramenta de libertação, personificada na professora Suilnira, cuja missão era combater violência racial através dos livros.
Educação Como Resistência
Um dos trechos mais marcantes da obra ilustra a filosofia do protagonista sobre combate ao preconceito:
"O preconceito precisa ser vencido, e para isso acontecer não será através das sombras da violência ou de xingamentos. — E como seria, então? — perguntou, indignado. — Através do perdão! Acreditem, as pessoas realizadas e felizes jamais serão preconceituosas. Esse sentimento mesquinho nasce das frustrações daqueles que não alcançam o sonho que almejam." (A cor que nos separa, p. 131)
Homenagens Históricas e Relevância Social
Tonetto entrelaça referências a figuras históricas como Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela, mesclando elementos de fé, cultura popular e luta social. A obra funciona como espelho das contradições brasileiras, explorando brutalidade do preconceito, peso da herança familiar e força da redenção.
"A história de Theodora, Stefano e Eunice é, em muitos aspectos, um espelho das contradições que encontrei ao longo da vida: a brutalidade do preconceito, o peso da herança familiar, a força da redenção e o silêncio que habita tantos afetos interrompidos. Ao situar parte da narrativa nos pampas gaúchos, revisitei não apenas geografias físicas, mas memórias ancestrais, de terra, de luta, de sangue e de amor", explica o autor.
Ficha Técnica Completa
Título: A cor que nos separa
Autor: Daniel Tonetto
Editora: AVEC
ISBN: 978-85-5447-295-5
Páginas: 231
Preço: R$ 40,00
Disponibilidade: Amazon e AVEC
Sobre Daniel Tonetto
Graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, Daniel Tonetto atua como advogado criminalista, sócio fundador do MMT Advogados e professor universitário. Especialista em Ciências Criminais e mestre em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, atualmente cursa doutorado na histórica Universidade de Salamanca, na Espanha.
Membro da Academia Santa-Mariense de Letras e da Academia de Letras e Artes de São Sepé-RS, Tonetto já publicou os best-sellers Trilogia Crime em Família e Dois Caminhos. "A cor que nos separa" é considerado pela crítica seu melhor trabalho.
Redes sociais do autor:
Instagram: @danieltonettoadv
Facebook: Daniel Tonetto
YouTube: MMT Advogados Associados
Este texto integra o pilar Cultura e Sociedade.
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