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Arte e ativismo ambiental convergem em projeto fotográfico sobre preservação do Cerrado





Fotógrafo Mário Barila combina dança, arquitetura e consciência ecológica em ensaio que financia ações de reflorestamento


A intersecção entre arte e ativismo ambiental ganha nova dimensão com o projeto desenvolvido pelo fotógrafo Mário Barila em Brasília. O ensaio fotográfico combina dança contemporânea, arquitetura icônica e paisagismo brasileiro para criar narrativa visual que transcende o registro documental, transformando-se em ferramenta de financiamento para ações concretas de preservação do Cerrado.



Música & Tecnologia: A democratização da produção musical é um dos pilares da economia criativa. Plataformas como a Cedro Rosa Digital estão na vanguarda, permitindo que artistas independentes distribuam suas obras e alcancem novos públicos globalmente. 



O trabalho retrata bailarinos do Primeiro Corpo de Baile do Distrito Federal - Maria Cecília Azevedo, Íris Nogueira, Samuel Maia e Vitor Gabriel Moreira - em performance diante dos principais marcos arquitetônicos da capital federal. A escolha dos cenários, que incluem obras de Oscar Niemeyer e outros expoentes da arquitetura nacional, estabelece diálogo entre expressão corporal, patrimônio cultural e consciência ambiental.


A proposta exemplifica tendência crescente na produção artística contemporânea, onde criadores utilizam suas plataformas para gerar impacto social e ambiental direto. As imagens produzidas são comercializadas para financiar iniciativas ambientais do Projeto Água Vida, demonstrando como a economia criativa pode sustentar ações de preservação ecológica.



CONTEXTO DE URGÊNCIA AMBIENTAL


O Cerrado, segundo maior bioma brasileiro que ocupa 22% do território nacional, enfrenta situação crítica de degradação. Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais apontam que aproximadamente 50% da vegetação original já foi destruída, tornando-se o bioma mais desmatado do país.


A região abriga biodiversidade excepcional com mais de 11,6 mil espécies de plantas nativas, 199 de mamíferos, 837 de aves, além de milhares de espécies de peixes, répteis e anfíbios. Além da riqueza biológica, o Cerrado possui papel hidrológico fundamental, com grandes reservas subterrâneas que abastecem as principais bacias hidrográficas nacionais.


As ameaças incluem queimadas, estiagem prolongada relacionada às mudanças climáticas e intervenções humanas que fragmentam o ecossistema. Esse cenário de degradação acelerada contextualiza a urgência das iniciativas de preservação e restauração.



ESTRATÉGIAS INTEGRADAS DE CONSERVAÇÃO


O projeto de Barila articula múltiplas frentes de atuação que vão além da produção artística. A distribuição de sementes nativas durante eventos ambientais promove engajamento direto da sociedade civil em ações de reflorestamento. A estratégia reconhece que a preservação ambiental depende de mobilização social ampla, não apenas de políticas institucionais.


As melhorias nos viveiros de mudas da Associação Amigos da Floresta e Associação Cerrado de Pé representam investimento em infraestrutura de longo prazo. A ampliação da capacidade de produção de mudas nativas permite escalabilidade das ações de reflorestamento, especialmente do Cedro Rosa, espécie em extinção prioritária para conservação.


A instalação de novos viveiros também viabiliza programas de educação ambiental e capacitação de jovens para plantio em áreas de restauração, criando multiplicadores do conhecimento sobre manejo sustentável e conservação.



MODELO DE SUSTENTABILIDADE CRIATIVA


O Projeto Água Vida, criado em 2014, representa modelo inovador de sustentabilidade na economia criativa. A iniciativa demonstra como profissionais das artes podem monetizar sua produção em benefício de causas socioambientais, criando ciclo virtuoso entre criação artística e impacto positivo.


Barila, economista de formação que se especializou em fotografia com Araquém Alcântara, utiliza sua transição de carreira como plataforma para ativismo. A trajetória ilustra possibilidades de reinvenção profissional orientada por propósito social e ambiental.


A abordagem combina sensibilidade artística com rigor técnico na documentação da realidade ambiental brasileira. As imagens capturam tanto a beleza dos ecossistemas quanto as ameaças que enfrentam, criando narrativas visuais que sensibilizam audiências para questões ambientais.




IMPACTO CULTURAL E SOCIAL


A escolha da dança como linguagem expressiva no projeto adiciona dimensão performática ao ativismo ambiental. A movimentação dos corpos em diálogo com a arquitetura modernista brasileira cria metáfora visual sobre a harmonia possível entre criação humana e preservação natural.


A estratégia de utilizar cartões postais arquitetônicos como cenários amplia o alcance simbólico das imagens, conectando patrimônio cultural nacional com urgência ambiental contemporânea. A abordagem sugere que a preservação do Cerrado integra a preservação da identidade cultural brasileira.


O trabalho também contribui para visibilidade do Primeiro Corpo de Baile do Distrito Federal, fortalecendo a cena artística local enquanto promove consciência ambiental. A sinergia entre diferentes expressões artísticas - fotografia, dança, arquitetura - demonstra potencial de colaborações interdisciplinares para comunicação de questões complexas.


A iniciativa de Barila insere-se no movimento global de artistas que utilizam suas plataformas para advocacy ambiental, contribuindo para reconfiguração do papel social da arte contemporânea. O modelo sugere caminhos promissores para engajamento criativo com questões de sustentabilidade, onde produção artística e ação ambiental se retroalimentam na construção de futuros mais sustentáveis.



Mais informações sobre o Projeto Água Vida estão disponíveis no blog do fotógrafo e no Instagram @mariobarilafilho.


Direitos Autorais: A Batalha Invisível dos Criadores

A maioria das pessoas sequer percebe que, ao consumir música, filmes ou séries, está acessando obras que envolvem dezenas de profissionais — compositores, intérpretes, técnicos, roteiristas, produtores. A desinformação sobre os direitos autorais faz com que boa parte dessa cadeia não seja remunerada de forma justa. A Cedro Rosa Digital surge como uma alternativa real, oferecendo uma plataforma robusta de certificação de obras musicais, distribuição de direitos e inclusão de compositores, intérpretes e produtores na economia global.

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