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Com atuação solo de Danielle Winits e direção de Gerald Thomas, CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente no Rio.


 

Choque ProcurandoSinaisdeVidaInteligente _ foto © Dalton Valerio
Choque ProcurandoSinaisdeVidaInteligente _ foto © Dalton Valerio

 

O retorno do espetáculo CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente ao Rio de Janeiro, com estreia marcada para 10 de abril no Teatro PRIO, vai além do entretenimento. A montagem é um exemplo prático do vigor da Economia Criativa brasileira, um setor que se consolida como pilar estratégico de desenvolvimento econômico e geração de renda.


Após temporadas de sucesso no Copacabana Palace e no Teatro FAAP, a obra solo de Danielle Winits, dirigida por Gerald Thomas, reafirma a capacidade do teatro de gerar debate, ocupação urbana e movimentação financeira.


As evidências do setor no PIB

A indústria criativa não é apenas um adereço cultural, mas uma força mensurável. No Brasil, o Mapeamento da Indústria Criativa 2025 da FIRJAN aponta que o setor movimentou R$ 393,3 bilhões, o equivalente a 3,6% do PIB nacional. O setor emprega diretamente mais de 1,2 milhão de profissionais, com um crescimento salarial superior à média do mercado de trabalho total.

Internacionalmente, os números são ainda mais expressivos quando se observa a cadeia completa de valor:


  • Estados Unidos: Segundo dados da Arts and Cultural Production Satellite Account (BEA), a economia criativa e cultural chega a representar 10% do PIB, com destaque para a exportação de propriedade intelectual.

  • Europa: Relatórios da consultoria EY (Rebuilding Europe) indicam que as indústrias culturais e criativas representam cerca de 4,4% a 6% do PIB da União Europeia, superando setores como o de telecomunicações e a indústria automobilística em faturamento e empregos.

  • Global: A UNESCO estima que a economia criativa responda por 3,1% do PIB mundial, sendo o setor que mais emprega jovens entre 15 e 29 anos.


Do clássico ao "CHOQUE" contemporâneo

Escrita originalmente por Jane Wagner em 1985, a obra foi convertida por Gerald Thomas em uma experiência que preenche as lacunas de quatro décadas de aceleração tecnológica.

Thomas reflete sobre a transição do analógico para o digital. Se em 1985 as redes sociais eram inexistentes, hoje o diretor aponta o "pesadelo psicopático" da busca por seguidores. "Entraremos em uma era de deletação, de apagamento. E isso não está na peça de Wagner", afirma o diretor, sublinhando o impacto da IA e da "epidemia" de influenciadores.


Metateatro e Reflexão Social

No palco, Winits interpreta uma ex-consultora criativa que, em situação de rua, busca sinais de vida inteligente. O espetáculo é um exercício de metateatro, utilizando o cenário de Fernando Passetti para criar um ambiente de transformação constante.


Elementos da Pop Art, como as latas de sopa de Andy Warhol, dividem espaço com escadas que se perdem no urdimento, simbolizando as contradições entre luxo, descarte e a busca por sentido no caos moderno.


Serviço

  • Espetáculo: CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente

  • Local: Teatro PRIO (Av. Bartolomeu Mitre, 1110 - B, Lagoa, Rio de Janeiro)

  • Temporada: 10 de abril a 31 de maio de 2026

  • Horários: Sextas e sábados (20h), Domingos (18h)

  • Ingressos: R$ 120,00 (inteira) / R$ 60,00 (meia) via Sympla

  • Duração: 70 minutos | Classificação: 12 anos


Ficha Técnica

  • Texto: Jane Wagner (com intervenções de Gerald Thomas)

  • Atriz: Danielle Winits | Direção e Trilha: Gerald Thomas

  • Cenografia: Fernando Passetti | Iluminação: Wagner Pinto

  • Realização: Borges & Fieschi Produções e Winits Produções


Trilha Sonora com músicas teatrais, escute aqui e agora !

 Este texto integra o pilar Cultura e Sociedade



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