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Como os artistas ganham dinheiro nas plataformas digitais?


E o que UGC tem a ver com isso?


Como os artistas ganham dinheiro na era do UGC e do streaming?


Quando uma música toca no Spotify, aparece em um vídeo no YouTube ou é usada em um post nas redes sociais, uma pergunta básica costuma surgir — especialmente entre músicos e produtores independentes: afinal, como os artistas ganham dinheiro nas plataformas digitais?

A resposta não é simples, porque existem modelos diferentes de uso da música, e nem todos geram remuneração da mesma forma. Um dos principais pontos de confusão nesse cenário é o chamado UGC.


O que é UGC?

UGC é a sigla para User Generated Content, ou conteúdo gerado por usuários. Na prática, são vídeos, posts, reels ou transmissões criados por pessoas comuns usando músicas, trechos de obras ou gravações já existentes. Exemplos simples incluem um vídeo no YouTube com música de fundo, um Reels no Instagram ou um TikTok com áudio musical sincronizado.

Esses usos são extremamente comuns — e muitas vezes não são licenciados formalmente, o que cria um vácuo de direitos.


UGC não é um modelo de remuneração

Aqui está o ponto central: UGC não é um modelo de pagamento para artistas. Na maioria dos casos, ele é um modelo de conveniência das plataformas. Isso significa que a plataforma permite o uso enquanto consegue controlar o seu próprio risco jurídico.


O artista pode ou não receber algo, e o conteúdo pode ser removido a qualquer momento. O fato de uma música circular como UGC não garante remuneração automática ao criador, o que expõe uma faceta injusta do mercado. Tecnologias de microlicenciamentos e micropagamentos surgem como ferramentas necessárias para mitigar esse problema e dar transparência ao processo.


Já nas plataformas de streaming (como Spotify, Apple Music ou Deezer), o modelo é diferente. A música é ouvida, a plataforma arrecada assinaturas e publicidade, e esse valor é dividido entre milhões de faixas pelo chamado modelo pro-rata.


O problema é que este sistema gera distorções graves:


  • Artistas muito populares concentram a vasta maioria da receita;

  • Músicos independentes recebem valores irrisórios;

  • Erros de identificação e falhas de metadados fazem com que muitas execuções sequer sejam pagas aos verdadeiros donos.


Por que conteúdos de UGC são derrubados?

A resposta está na gestão de risco das plataformas. Elas utilizam sistemas automáticos (como fingerprinting e Content ID) para identificar músicas. Quando não conseguem confirmar quem é o titular, ou não sabem se o uso está autorizado, a decisão mais segura para a empresa é remover o conteúdo.


Embora as plataformas aleguem razões técnicas, para o criador isso soa como uma falha na infraestrutura de licenciamento que as Big Techs ainda não resolveram plenamente.


Onde entra o licenciamento

O licenciamento muda a lógica: o uso é autorizado previamente e as regras de remuneração são claras. O problema é que o licenciamento tradicional não foi pensado para milhões de pequenos usos digitais.


As plataformas, por sua vez, não estão suficientemente preparadas para assimilar os microlicenciamentos — uma lacuna que deve ser preenchida em breve por tecnologias proprietárias como a desenvolvida no Brasil pela Cedro Rosa.


Análise: O Microlicenciamento e a Resposta da Cedro Rosa

A análise do modelo de microlicenciamento elaborado pela Cedro Rosa aponta que o que impede o pagamento no UGC hoje não é apenas a confusão de dados, mas a ausência de um licenciamento específico para este uso. Sem o instrumento jurídico correto, o dinheiro não flui.

A Cedro Rosa atua ao estruturar informações de obras e fonogramas, oferecendo licenças adaptadas a usos fragmentados. Essa tecnologia brasileira ataca a raiz do conflito: permite usos específicos em escala digital com valores proporcionais. Não se trata apenas de organizar metadados, mas de criar o contrato digital que as plataformas ignoram ou evitam implementar.


O problema não é o UGC — é a falta de infraestrutura

UGC não é o vilão; ele é uma expressão da cultura digital. No entanto isso nao exime plataformas envolvidas com o pagamento dos respectivos direitos autorais. Mas a situação também é bem complexa. O conflito surge porque os sistemas de direitos autorais e as infraestruturas de licenciamento das plataformas cresceram em ritmo muito mais lento que o consumo.


Artistas independentes continuam enfrentando a canibalização de suas receitas e sucessivas apropriações indébitas de seus direitos, o que torna a transição para modelos de microlicenciamento uma necessidade urgente para a sobrevivência econômica da cultura na rede.


Abre-se, com microlicenciamentos e micropagamentos uma excelente opção para mitigar esses conflitos ligados a UGC e à geração de renda para criadores independentes no ecossistema internacional.


SEO e Regras para o Portal

  • Palavras-chave: remuneração musical, microlicenciamento, Cedro Rosa Digital, direitos autorais streaming, o que é UGC.

  • Título: Como os artistas ganham dinheiro no streaming e no UGC?

  • Slug: remuneracao-artistas-plataformas-digitais-ugc

  • Meta Description: Entenda os desafios da remuneração de artistas nas plataformas digitais, o impacto do UGC e como o microlicenciamento da Cedro Rosa atua contra a canibalização de direitos autorais.


Deseja que eu prepare um debate ou tese complementar sobre o modelo pro-rata versus o modelo user-centric para o portal?


Este texto integra o pilar Direito Autoral e Propriedade Intelectual



Leia mais: Música


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