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METACRÔNICA

 


Um talvez enorme e repleto de dúvidas esse é o lugar onde habita a antirresposta à questão do poeta que mora em mim imagina em relação ao cronista ainda embrionário exercitando idiossincrasias com a paciência e a tolerância de todos vocês além de revisitar os grandes cronistas do passado e descobrir os mais novos assisti ao curso da Tati Bernardi na Casa Folha assim como assisti de carona ao da Martha Medeiros em outra plataforma duas escritoras reconhecidas em seus nichos no mercado editorial percebendo que a atividade de cronista foi soberbamente definida por Antônio Cândido como "a vida ao rés-do-chão" em brilhante ensaio pois é privilégio ou sorte de destino da crônica de não pertencer à alta literatura porque justamente a proximidade dela em relação à “pequenez” dos fatos cria momentos de quebra da realidade dessa justaposição caótica do banal e das respectivas banalidades alicerçada no dia a dia e cada um faz da crônica o que bem entender cada um conta a história do que quiser e como quiser cada um tem as suas predileções a Bernardi por exemplo não gosta de textos com finais felizes prefere contrariar as expectativas do leitor e tentar chacoalhar a rotina dele informa também da necessidade de intenso tópico frasal aquele com o poder de causar estranhamentos (repara sempre estamos diante deles) imediatos e estimular a leitura subsequente tudo bem são informações técnicas muito importantes mas o bem maior do cronista é realmente a construção da própria dicção na definição dos focos de interesse dentro do desinteresse aparente da mesmice massacrante dos dias gosto da Bernardi e de seu jeito sem hipocrisia sem medo de desagradar quem quer que seja estou aflito para comprar o livro de crônicas do Francisco Bosco chamado “Meia Palavra Basta” indicado ao Jabuti 2025 Bosco foi quem deu em outra ocasião a explicação magistral sob todos os aspectos sobre a diferença entre letra de música e poesia e vem dele também e do livro em voga fragmento que reúne um pensamento completo ao encontro dessa ideia de posicionamento veja “O ensaio veste blazer, a crônica vai de chinelo, o tratado enverga fraque e cartola, o artigo usa terno puído, o romance é um bazar ─ e a poesia está nua.” afinal de contas é de sua indumentária básica de chinelo de dedos de bermuda sem camisa queimada de sol frequentando banheiros imundos balcões úmidos corredores sombrios depósitos secretos meias-luzes abajures cor de carne camas tortas ares condicionados avariados poeiras fumaças becos trevosos copos americanos opacos podrões de toda a sorte à espreita de barraquinhas duvidosas é que a crônica retroalimenta o estado fugaz das coisas dessa vida severina mas necessária ou não.

 

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