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Cultura em Movimento: Lula Assina Novo Plano Nacional e Propõe "Guerrilha Democrática Cultural"

FONTE: Diangela-Menegazzi
FONTE: Diangela-Menegazzi


O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou e enviou ao Congresso Nacional, na manhã desta segunda-feira (17), o novo Plano Nacional de Cultura (PNC). O plano é a principal diretriz para as políticas do setor no Brasil e deve vigorar pelos próximos dez anos.


A solenidade, realizada no Palácio do Planalto, contou com a presença de Agentes Territoriais de Cultura de todas as regiões do país, que estão reunidos na capital federal para o I Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura até a próxima quarta-feira (19).


A Base e a "Guerrilha Democrática Cultural"


O novo PNC foi desenvolvido a partir das propostas debatidas e aprovadas durante a Conferência Nacional de Cultura, realizada em março de 2024, destacando a forte participação da sociedade civil no processo.


Em seu discurso, o Presidente sublinhou a importância da escuta popular na gestão. "Essa é a arte de bem governar um país: aceitar que a sociedade diga o que o governo deve fazer, mas não sabe que deve fazer", afirmou Lula, completando que o papel do governo é apenas "dar condições pra que esse potencial seja explorado."


Lula resgatou uma antiga meta: transformar a cultura em um "movimento efetivamente de base, popular, uma guerrilha democrática cultural." Segundo ele, esse desejo se materializa no Programa Nacional dos Comitês de Cultura, que engloba mais de 600 agentes espalhados pelo território nacional. Esses agentes são responsáveis por articular ações de mapeamento, comunicação e mobilização em suas comunidades.


O Presidente fez um apelo direto aos presentes: "Vocês representam a alma e a mente do povo brasileiro. Estou convocando vocês para serem mais do que agentes culturais. Vocês têm que ser a base da conscientização, da politização da nova sociedade que precisamos criar."


Descentralização e Reconexão


Lula criticou a concentração da produção cultural: "Tem que parar com essa ideia de que todo mundo precisa receber cultura comercial, feita no Rio de Janeiro e em São Paulo," aconselhou.

A meta, segundo o Presidente, é descentralizar e permitir que a produção local ganhe visibilidade nacional. "A nossa revolução cultural está em pegar a cultura do mais longínquo lugar e permitir que o Brasil inteiro conheça. Porque o Brasil, hoje, não conhece o Brasil."


Além do PNC, foi assinado o decreto que estabelece a comissão responsável por definir as diretrizes operacionais do Sistema Nacional de Cultura (SNC). O SNC, regulamentado no ano passado, visa criar um modelo de gestão cultural que integre União, estados e municípios, com participação e controle social.

 

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