Mistério, humor e ciência em thriller que transforma o inexplicável em aventura
- Lais Amaral Jr.

- 24 de dez. de 2025
- 4 min de leitura

A fronteira entre o real e o impossível é ultrapassada em Vale do Silêncio – O Enigma do Lago, thriller de Eduardo Bega, que combina mistério cósmico, lendas urbanas e suspense científico. É nessa atmosfera que o autor constrói uma trama provocativa e divertida na mesma medida, ao tratar o inexplicável como parte essencial da experiência humana.
Em menos de um século, a humanidade passou da ausência de luz elétrica à conquista da Lua. Essa aceleração vertiginosa — que desafia a lógica do tempo e da história — inspira o pano de fundo da obra. Bega parte de enigmas reais, como a precisão das Pirâmides de Gizé e o equilíbrio improvável da Terra no cosmos, para criar uma ficção questionadora: se tanto ainda nos escapa, o que acontece quando o mistério irrompe na vida cotidiana? Com uma escrita ágil e olhar curioso sobre o desconhecido, o autor propõe uma leitura que vai além do suspense. Com ritmo cinematográfico e ironia sutil, Vale do Silêncio – O Enigma do Lago transforma a busca por respostas em uma aventura sobre os próprios limites da razão.
Ficha técnica
Título: Vale do Silêncio – O Enigma do Lago
Autoria: Eduardo Bega
ISBN: 978-65-0165-093-7
Formato: 15 x 23 cm
Páginas: 162
Eduardo Bega é tecnólogo mecânico formado pela FATEC-SP e construiu sua carreira no setor industrial atuando por duas décadas em empresas metalúrgicas antes de fundar, em 1998, seu próprio negócio na área de manutenção de computadores e sistemas. A vivência em ambientes tecnológicos e o olhar analítico do empresário se refletem agora em outra frente de criação: a literatura. Em Vale do Silêncio – O Enigma do Lago, o autor une o raciocínio lógico da engenharia à curiosidade de quem sempre buscou compreender o que há além do visível. Hoje, ele transforma, com maturidade e espírito explorador, décadas de observação e experiência em uma ficção que convida o leitor a rir, questionar e se maravilhar com os mistérios da existência. (Instagram: @ebega)

CRIATIVOS - Eduardo, querer entender o que existe além do que está diante dos nossos olhos, parece ser mais uma mania da espécie humana. Você já conviveu ou foi impactado por algum mistério, ou foi só essa mania que o inspirou?
EDUARDO BEGA - Na verdade, são os elementos com os quais convivemos diariamente — reais, tocáveis, e ao mesmo tempo insanos — que me impactam e me inspiram. O ar que respiramos, os oceanos morrendo na praia, o ciclo do dia e da noite… tudo isso está bem diante dos nossos olhos. É esse planeta, perfeito demais para ser apenas natural, que me intriga e mexe com os meus pensamentos mais profundos.
CRIATIVOS - Você acredita que não estamos sós no universo?
EDUARDO BEGA - Seria muito frustrante imaginar que estamos sozinhos no universo. Na minha visão, há infinitamente mais possibilidades de existirem seres inteligentes espalhados pela imensidão cósmica do que o contrário. Se pudéssemos ter essa resposta definitiva, eu apostaria mil contra um que há, sim, vida inteligente lá fora.
CRIATIVOS - Você concorda com a tese de que uma obra que se consagra, que fica, é a que propõe mais perguntas do que respostas?
EDUARDO BEGA - Falando especificamente da minha obra, não há um propósito direto de buscar a consagração. Se pensarmos em termos de perguntas ou respostas, ela oferece muitas respostas — embora ainda não todas, já que faltam cinco volumes para completar o ciclo. Se um dia minha obra se consagrar, será justamente pelas respostas que apresenta, pela minha visão particular do universo. Foi por isso que escolhi escrever um livro de ficção, e não um artigo acadêmico: a ficção me permite traduzir essa visão de forma mais ampla e envolvente.
CRIATIVOS - A ciência vai chegar a explicar o que hoje é inexplicável, certo?
EDUARDO BEGA - Ainda convivemos com muitos enigmas que desafiam nossa compreensão. O próprio bitcoin, por exemplo, surgiu em 2008 já pronto, atribuído a um ser chamado Satoshi Nakamoto. Ninguém sabe quem ele é, ninguém entende completamente o que é o bitcoin. É algo complexo, engenheirado, e está presente em nossas vidas. Não acredito que a ciência consiga explicar o bitcoin — mas o meu livro ousa fazê-lo. Da mesma forma, a ciência atual não explica como um bloco de pedra de 570 toneladas foi colocado sob a muralha de Jerusalém há mais de dois milênios. A minha obra também oferece uma explicação, ainda que em forma de ficção. É justamente aí que a ficção se torna poderosa: ela se arrisca onde a ciência hesita, abre caminhos para novas interpretações e provoca reflexões. Vale do Silêncio – O Enigma do Lago é a minha maneira de compartilhar uma visão particular sobre esses mistérios, convidando o leitor a pensar além do que hoje é considerado possível.
CRIATIVOS - Os mistérios da existência continuam regando a inspiração do escritor para outros voos literários?
EDUARDO BEGA - Sim. Na verdade, Vale do Silêncio está concebido para ter cinco ou seis volumes ao final da obra. São muitos mistérios, e todos serão “explicados” — naturalmente dentro da visão deste autor que vos fala. É justamente nesses enigmas da existência que encontro combustível para seguir em outros voos literários, sempre buscando traduzir o inexplicável em narrativa.
CRIATIVOS - Você tem um autor, ou autores de cabeceira?
EDUARDO BEGA - Na verdade, meu hobby não são os livros em si. O que realmente me fascina é pesquisar curiosidades, civilizações antigas e arqueologia. Mistérios reais, como as pirâmides espalhadas por diferentes lugares do planeta ou os moais da Ilha de Páscoa, sempre despertam minha atenção. Também me atraem a astronomia e a mecânica dos astros, que ampliam ainda mais essa busca por compreender os enigmas da existência.
CRIATIVOS - Fale sobre o que deseja e as perguntas não foram capazes de estimular. Obrigado.
EDUARDO BEGA - Muito obrigado pela oportunidade. Acho que eu gostaria de dizer que nós todos somos seres universais e conectados a essa imensidão não pelo WI-FI, mas pelas nossas mentes e nossas almas. Não estamos sozinhos — e nunca estivemos sozinhos no universo. Essa consciência nos lembra que fazemos parte de algo muito maior, e é nesse sentimento que encontro força e inspiração. Abraços.
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