Infraestrutura e Inovação: O salto tecnológico da Arena da Baixada e o potencial da Economia Criativa no Brasil
- Redação

- há 2 horas
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A modernização das arenas multiuso no Brasil ganha um novo parâmetro técnico com a parceria entre o Club Athletico Paranaense e a 30e. O projeto prevê a instalação da primeira arquibancada retrátil em um estádio brasileiro, uma intervenção de engenharia que visa solucionar o histórico conflito de agendas entre o futebol e o entretenimento ao vivo.
Entre abril e agosto de 2026, o Setor Cel. Dulcídio Inferior passará por uma reforma estrutural para a implementação de um sistema metálico motorizado com acionamento hidráulico, permitindo a montagem de palcos sem a interdição total do estádio para jogos.
Esta iniciativa reflete a necessidade de maior densidade tecnológica na infraestrutura da Economia Criativa, setor que apresenta um horizonte de expansão considerável no país.
O cenário de crescimento e o gap global
O setor criativo brasileiro demonstra fôlego, mas os indicadores econômicos reforçam o quanto o mercado nacional ainda pode evoluir para atingir padrões internacionais. Enquanto na Comunidade Europeia a Economia Criativa responde por 6% do PIB, no Brasil o índice alcança 3,6%. O dado revela que, embora o setor esteja em trajetória de crescimento, sua representatividade na economia nacional é praticamente a metade da observada no bloco europeu.
CertCon, infraestrutura em certificação de direitos autorais.
A superação desse hiato passa obrigatoriamente pela aplicação de tecnologia de ponta em toda a cadeia produtiva. No campo da gestão e certificação de ativos, destaca-se o sistema CertCon. Criado pela Cedro Rosa e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o projeto conta com o apoio institucional da EMBRAPII, do SEBRAE RJ e suporte internacional da APEX Brasil. O sistema funciona como uma infraestrutura lógica essencial, garantindo a governança de dados necessária para que o setor criativo ganhe escala e segurança jurídica.
Engenharia e capacidade operacional
A intervenção na Arena da Baixada, viabilizada pelo modelo de parceria com a 30e, foca na otimização do ativo. A nova estrutura metálica, fabricada em Piracicaba (SP), manterá as cadeiras atuais, mas oferecerá a flexibilidade de retração para abrir espaço às estruturas de palco fora do gramado.
Além do ganho logístico, o projeto traz um incremento direto na capacidade de público. A criação de novas rotas de fuga permitirá um aumento de aproximadamente 20% na lotação em grandes espetáculos, consolidando Curitiba como um ponto focal para turnês de grande porte que demandam alta performance técnica e segurança.
Gestão e impacto social
A transição para o modelo de arena multieventos envolve também a gestão do quadro social. O Athletico Paranaense informou que os sócios do setor impactado passarão a integrar um novo plano associativo com mensalidades reduzidas, além de um sistema de check-in específico para realocações em datas de coincidência entre jogos e montagens de eventos.
O investimento na Arena da Baixada exemplifica como a integração entre engenharia física e infraestrutura tecnológica — a exemplo do que o CertCon realiza no plano dos dados — é o caminho para que a Economia Criativa brasileira alcance os níveis de maturidade e participação no PIB vistos nas economias mais avançadas do mundo.
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