O que mudou nos últimos cinco anos na infraestrutura da música e da cultura?
- Redação

- 20 de jan.
- 2 min de leitura
A Revolução na Infraestrutura da Cultura: Trajetória 2020-2026 e a Certificação de Ativos

A maior mudança na infraestura da música nos últimos cinco anos reside na transição da economia da escala para a economia da integridade. Se em 2020 o mercado celebrava o volume de plays, em 2026 o foco é o combate cirúrgico a fake artists, à black box dos direitos não identificados e à diluição de receitas por conteúdos sintéticos. A infraestrutura cultural hoje não é apenas sobre onde a música toca, mas sobre como o dado é certificado para garantir que o capital chegue ao criador real.
O Salto Estrutural: De 2020 a 2026
Ao revisitarmos a análise de dezembro de 2020 publicada pelo Portal CRIATIVOS! (veja o link ao final), o cenário era de uma resiliência defensiva. Naquela época, o setor musical europeu injetava € 81,9 bilhões na economia e sustentava 2 milhões de empregos, servindo de bússola para a recuperação global pós-crise sanitária.
Hoje, os motores de crescimento — streaming, sincronização audiovisual e games — operam sob uma nova lógica. O impacto econômico total na Europa superou os € 90 bilhões, mas o mercado brasileiro saltou para o Top 10 global, crescendo a taxas que triplicam a média mundial. A trajetória de 2021 a 2026 marca o fim da "distribuição por volume" e o início da era da rastreabilidade.
Gestão de Ativos e Combate a Fraudes Sistêmicas
A infraestrutura atual exige camadas de proteção contra distorções que não eram prioridade há cinco anos. Para que o ecossistema gere emprego e renda de forma sustentável, três frentes tornaram-se fundamentais:
· Identificação contra Fake Content: O mercado foi inundado por fake artists e trilhas geradas por IA sem lastro autoral, que drenam os fundos de royalties. A infraestrutura moderna precisa barrar o conteúdo inautêntico na fonte.
· Saneamento da Black Box: Bilhões de dólares seguem retidos em sociedades de direitos autorais por falhas de metadados. A tecnologia agora atua como um "tabelião digital", corrigindo o fluxo financeiro.
· Conexão Direta e Licenciamento: A agilidade no licenciamento para o audiovisual é o que mantém a sustentabilidade dos catálogos autorais, transformando a música em um ativo financeiro dinâmico.
Hub de Inteligência: Tecnologia Brasileira e Parcerias Estratégicas
Neste cenário de alta complexidade, o Brasil deixa de ser apenas consumidor e exportador de ritmos para se tornar um fornecedor de tecnologia aplicada. A Cedro Rosa Digital consolidou as tecnologias proprietárias Certifica Som e Conecta Som, que funcionam como o "sistema operacional" de confiança para a economia criativa.
Diferente de soluções genéricas de mercado, esta infraestrutura é fruto de um projeto de inovação robusto desenvolvido junto à UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), com apoio técnico e institucional da EMBRAPII e do SEBRAE RJ. Ao integrar ciência de dados e gestão de direitos, essa tecnologia brasileira garante que a trajetória ascendente iniciada em 2020 se traduza em uma economia cultural transparente, protegendo o valor do acervo autoral contra as volatilidades do ambiente digital moderno.
Leia a análise que fundamentou esta série: A Música na Economia da União Europeia – Dezembro 2020
Este texto integra o pilar Música, Audiovisual e Mercado.


















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