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Dona Beja estreia na HBO Max e consolida o audiovisual como pilar estratégico do PIB Criativo




Dona Beja - Grazi Massafera
Dona Beja - Grazi Massafera

O mercado de streaming no Brasil inicia fevereiro de 2026 com um dos lançamentos mais emblemáticos para a indústria de conteúdo nacional. Já estão disponíveis na HBO Max os primeiros cinco episódios de Dona Beja, releitura da obra clássica dos anos 1980.


Protagonizada por Grazi Massafera, David Júnior e André Luiz Miranda, a produção terá lançamentos semanais, todas as segundas-feiras, totalizando 40 episódios que buscam atualizar o debate sobre protagonismo feminino, autonomia e desigualdade social sob uma ótica contemporânea.


A chegada de uma produção deste porte, realizada pela Floresta e licenciada pela Warner Bros. Discovery, não é um fato isolado na cultura, mas um indicador robusto do amadurecimento da Economia Criativa no Brasil, que hoje atua como motor de desenvolvimento econômico e social.


O peso do setor: 1,2 milhão de empregos e 3,6% do PIB

De acordo com o Mapeamento da Indústria Criativa 2025, publicado pela Firjan, o setor consolidou uma trajetória de crescimento acelerado, respondendo agora por 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — um montante que gira em torno de R$ 393,3 bilhões. Mais do que cifras, o impacto reflete-se na empregabilidade: o setor alcançou a marca histórica de 1,262 milhão de profissionais formalmente empregados.


Este avanço de 6,1% no número de postos de trabalho supera a média de crescimento do mercado total (3,6%), posicionando o Brasil ao lado de potências como Reino Unido e Coreia do Sul, que tratam a criatividade como ativo estratégico de exportação e soberania econômica. No cenário nacional, São Paulo e Rio de Janeiro lideram a concentração dessa riqueza, com o setor criativo representando mais de 5% do PIB local em ambos os estados.


Audiovisual e a cadeia produtiva da música

Dentro deste ecossistema, o segmento audiovisual atua como um hub integrador. Produções como Dona Beja movimentam uma vasta cadeia que vai da cenografia à tecnologia de pós-produção, com destaque especial para a indústria musical. A trilha sonora não é apenas um elemento narrativo, mas um ativo econômico complexo.


A sustentabilidade dessa engrenagem depende da transparência e da proteção da propriedade intelectual. É neste cenário que a integração de metadados precisos e a certificação de obras musicais tornam-se vitais. O uso de músicas certificadas oficialmente garante que a receita gerada pelo streaming retorne de forma justa aos criadores, assegurando a segurança jurídica necessária para atrair investimentos internacionais.


Gestão de Ativos e Tecnologia

A governança de dados é o que permite que o crescimento de 3,6% do PIB se reverta em sustentabilidade financeira. Sistemas como o Certifica Som e o Conecta Som — softwares proprietários que organizam as 12 etapas fundamentais de metadados — exemplificam como a tecnologia aplicada à cultura protege os direitos autorais desde a concepção da obra até sua exibição em plataformas globais como a HBO Max.


Essa organização é o que diferencia o mercado informal de uma indústria criativa profissionalizada e competitiva.

 

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Este texto integra o pilar Música, Audiovisual e Mercado






 

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