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Theatro Municipal conta histórias em visita teatralizada


fonte: Divulgação
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A preservação do patrimônio histórico ganha novas camadas de viabilidade econômica quando aliada a estratégias de economia criativa. Ao transformar monumentos em ativos dinâmicos, as cidades não apenas protegem sua memória, mas estimulam um ecossistema que envolve artistas, produtores e o setor de serviços.


O turismo cultural, nesse contexto, deixa de ser uma contemplação passiva para se tornar uma experiência de imersão, fundamental para consolidar a identidade urbana e atrair investimentos que retroalimentam a cadeia produtiva local.


Essa tendência de "turismo de experiência" tem sido o motor para retirar monumentos da condição de meros objetos contemplativos e transformá-los em espaços de diálogo com o presente. No Rio de Janeiro, o projeto Theatro Municipal conta histórias, que estreia no próximo dia 14 de janeiro, é um exemplo prático dessa engrenagem. A proposta utiliza a técnica da visita teatralizada para converter um dos principais cartões-postais do país em um palco vivo.


Com roteiro de Daniela Chindler e direção de Augusto Pessoa, a iniciativa promove uma viagem no tempo por meio de atores e músicos que percorrem espaços como o Salão Assyrius, balcões e camarins, conectando a arquitetura do prédio aos fatos marcantes da Belle Époque carioca.


O movimento de ocupação cultural por meio de rotas guiadas também encontra eco em outras regiões da cidade e do estado. Na zona portuária, especificamente na Gamboa e no território da Pequena África, as visitas assumem um papel identitário fundamental, focando na arqueologia da escravidão e na resistência negra. O fenômeno se repete em municípios como Vassouras, no Vale do Café, e em Paraty, onde a performance e a narrativa oral transformam o trajeto em um museu a céu aberto. Esses projetos geram impacto direto na economia local: o fluxo de visitantes sustenta pequenos comércios, ateliês e centros culturais que, de outra forma, ficariam à margem do roteiro turístico tradicional.


A adoção dessas práticas traz benefícios estruturais para as cidades, como o aumento do tempo de permanência do turista e a preservação do patrimônio por meio do uso constante. No caso do Theatro Municipal, o roteiro humaniza a trajetória do prédio inaugurado em 1909 ao evocar figuras como Chiquinha Gonzaga, Arthur Azevedo e Abdias do Nascimento. A experiência, que dura cerca de 90 minutos, evidencia como a pesquisa histórica e a arte dramática podem valorizar a arquitetura, tornando-a acessível e estratégica para a sustentabilidade urbana.


O espetáculo segue em temporada até 30 de janeiro, com sessões às quartas, sextas e em um sábado específico (17/01). Os ingressos a preços populares reforçam o caráter democrático da ocupação cultural. O projeto conta com o patrocínio da Prefeitura do Rio, Secretaria Municipal de Cultura e Rede D’Or, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS).


Ficha Técnica

  • Direção: Augusto Pessoa

  • Roteiro: Daniela Chindler

  • Pesquisa histórica: Luciene Carris

  • Direção Musical: Guilherme Miranda

  • Pesquisa musical: Joaquim de Paula

  • Atores: Adassa Martins, Gabriel Sant´Anna, Lucas Salustriano e Sophia Fried


Serviço

  • Evento: THEATRO MUNICIPAL CONTA HISTÓRIAS (Visita teatralizada)

  • Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Praça Floriano, S/N - Centro

  • Estreia: 14 de janeiro

  • Horários: Quartas (14, 21, 28/01) às 16h; Sextas (16, 23, 30/01) às 11h; Sábado (17/01) às 11h

  • Ingresso: 20 reais (inteira) e 10 reais (meia entrada)

  • Duração: Uma hora e meia


Este texto integra o pilar Cultura e Sociedade.




Escute essa playlist de músicas em homenagem ao Rio de Janeiro, na Spotify / Cedro Rosa.


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