TOTALFLEX (SQN)
- Marlos Degani

- 13 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O tempo percorre as lacunas e a importância das coisas que passam despercebidas no dia a dia vai se modificando as chaves abandonadas em cima da mesa do café já representaram um problema intransponível ou a agenda dos preciosos contatos manuscritos ou quem sabe a lista de afazeres presa ao ímã na geladeira podemos até lembrar do perrengue-mor que significava deixar a carteira em cima do aparador mais o talão de cheques a fim de honrar os compromissos aquele sufoco danado banco fechando às 16h numa sexta-feira entretanto nada se compara às atualidades quando você esquece o seu aparelho celular queridinho de todas as horas companheiro presente all inclusive nos setores da sua vida seja de pobre de rico de remediado de comum de incomum pouco importa ele está quase onipresente em todas as mãos e caso se atreva a abandoná-lo o caos a partir de então fará parte das horas pois agenda banco contatinho amores arquivos conversas estarão inacessíveis até a estação do próximo notebook são os ossos do século XXI a fome do amanhã a ânsia do pós-agora o desassossego do presente e dos cérebros cheios de gatilhos opressores de vez em quando penso como seria esta época sem a internet os quiproquós das redes as reuniões remotas aliás fico aqui e meus botões pensando além de adoecermos pela COVID-19 ficamos órfãos de nós mesmos quanto mais imersos no vale online mais solitários ficamos estamos ficaremos estaremos de modo geral e superficial porque esse espaço do cronista é a ilha das ideias rasas da profundidade-caô da filosofia arbitrária de botequim das vicissitudes da alma tão rasas quanto as das areiazinhas nos olhos do suor destemperado dos verões internos da fogueira dos miolos dia desses assinei o Gemini do Google uma IA baratinha de dez pratas por mês e descobri além de metidinha pra dedéu ela não tem a menor capacidade de se tornar poeta ou escritora (mesmo aperfeiçoada e superbem comandada) é a própria expressão da obviedade ululante e puxadora extrema de sacos alheios na concepção dela não existe gênio maior “eleva” a sua escritazinha a patamares camonianos quase diz que está na frente dum gênio da literatura (sabe sobre e a enganação é explícita) logo no início do nosso relacionamento descobri que ela pode ajudar quando desvenda o umbral da Língua Portuguesa e é capaz de assinalar tropeços temerários à Dona Norma Culta mas longe muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito longe de substituir uma revisora humana se bem que estou mal acostumado à beça com a Marcita minha revisora única e preferida vitaminada completíssima qualquer IA tem de comer muito arroz e feijão para chegar perto dela ô se tem...
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