Álcool na Gestação: Estudo da PUCPR Alerta para Riscos ao Neurodesenvolvimento Fetal
- Redação

- 25 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) traz um alerta importante sobre os efeitos do consumo de álcool durante a gestação, com foco no neurodesenvolvimento fetal.
A pesquisa, publicada no renomado periódico Molecular Psychiatry, detalha como a exposição ao etanol (EtOH) pode comprometer a formação e o funcionamento do córtex cerebral em desenvolvimento.
Crescimento do Consumo e Riscos Ampliados
Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) indicam um aumento preocupante no consumo abusivo de álcool entre mulheres no Brasil entre 2010 e 2023, subindo de 10,5% para 15,2%. Para gestantes, os riscos são ainda mais acentuados, uma vez que não existe um patamar considerado seguro para o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez.
O Que Revela a Pesquisa
O Dr. Roberto Hirochi Herai, coordenador do Laboratório de Bioinformática e Neurogenética da PUCPR, um dos autores do estudo, explica que pesquisas anteriores já haviam associado o consumo de álcool na gravidez a Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF). Estes transtornos podem resultar em deficiências físicas, mentais e comportamentais, às vezes confundidas com autismo em crianças pequenas. Nos Estados Unidos, estima-se que 1 em cada 20 nascimentos seja afetado pelo TEAF, mas a incidência no Brasil ainda carece de dados concretos.
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A pesquisa utilizou organoides corticais humanos – modelos celulares que simulam o desenvolvimento do córtex cerebral – para investigar os efeitos do etanol. Os resultados confirmaram que o EtOH altera a organização da cromatina (a estrutura que compacta o DNA) e interfere em vias de sinalização celular cruciais para o desenvolvimento de redes neurais funcionais. Registros eletrofisiológicos também mostraram que a exposição ao álcool prejudica tanto a formação quanto a atividade dessas redes.
Rumo a Novas Terapias e Políticas Públicas
O Dr. Bruno Guerra, outro autor do estudo, ressalta a importância de compreender as alterações moleculares causadas pelo álcool nas células cerebrais. Esse conhecimento é fundamental para o desenvolvimento de futuras terapias para os TEAF e para a compreensão de processos neurobiológicos. Além disso, os dados gerados podem auxiliar na criação de políticas de saúde pública mais eficazes voltadas para gestantes.
A publicação completa do estudo, intitulada "Impact of alcohol exposure on neural development and network formation in human cortical organoids", está disponível no link: https://doi.org/10.1038/s41380-022-01862-7.
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