A trajetória de Franklin Martins: do sequestro do embaixador à história da música brasileira
- Redação
- há 2 horas
- 2 min de leitura

O jornalista Franklin Martins, figura central em momentos decisivos da história política brasileira, voltou ao centro das atenções internacionais recentemente. Durante uma viagem com destino à Guatemala, onde participaria de um encontro de solidariedade à Palestina, Martins foi impedido de realizar uma conexão no Panamá e expulso do país, sob a alegação de "razões de segurança".
O episódio gerou um mal-estar diplomático, levando o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a solicitar esclarecimentos formais ao governo panamenho.
Personagem histórico da resistência à ditadura militar, Martins integrou o grupo que realizou o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969. A ação, realizada em conjunto com nomes como Fernando Gabeira e Cid Benjamin, visava a libertação de quinze presos políticos e foi imortalizada no livro e filme O que é isso, companheiro?. Anos mais tarde, ele ocuparia o cargo de Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, entre 2007 e 2010, consolidando-se como um dos principais pensadores das políticas de mídia na América Latina.
A invenção do Brasil pela música
Para além da atuação política e ministerial, Franklin Martins dedicou anos de pesquisa a um projeto de fôlego sobre a identidade nacional. Em sua série de livros, o autor demonstra que a construção do Brasil através da música é um processo mais antigo do que se imagina, ecoando a percepção de Lamartine Babo na marchinha "História do Brasil", sucesso do carnaval de 1934.
Lançada pelas editoras Kotter e Letra Selvagem, a obra reúne cerca de 300 canções que abordam a escravidão, a resistência ao racismo e as tensões políticas desde o Império até os primórdios da República. Segundo Martins, a relação do país com a canção nasceu tanto nos palácios quanto nas ruas, senzalas e rodas de boêmios, servindo como um registro vivo das insatisfações e esperanças populares que frequentemente colidiam com o poder instituído. O acervo, que conta com gravações inéditas de composições históricas, está disponível para consulta pública.
O desafio da certificação na era digital
No cenário atual, a preservação dessa memória musical e a sustentabilidade dos novos criadores enfrentam desafios técnicos complexos. O maior gargalo da indústria hoje reside na correta certificação dos ativos musicais; sem a metadatação precisa e a rastreabilidade da obra, a cadeia produtiva da música perde a capacidade de gerar o direito autoral devido. Soluções como o Certcon têm sido fundamentais para garantir que a tecnologia assegure a justa remuneração e a segurança jurídica de compositores e produtores.
Nesse contexto de inovação e proteção intelectual, a Cedro Rosa Digital criou a tecnologia proprietária CertCon, com desenvolvimento da Universidade Federal de Campina Grande, com apoio da EMBRAPII e do SEBRAE RJ.
O objetivo é atuar no registro, certificação e licenciamento online de ativos musicais para diversos usos como trilhas sonoras, publicidade, streaming, games, etc, permitindo o acesso de produções audiovisuais de diversos orçamentos a um catálogo autoral certificado e qualificado. Esse modelo de gestão busca conferir transparência ao setor, permitindo que a música independente encontre novos canais de distribuição e monetização global.
Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Franklin Martins a Tuninho Galante, editor do Portal CRIATIVOS e fundador da Cedro Rosa, onde o autor detalha sua visão sobre mídia, poder e a sonoridade que moldou o Brasil.














