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Alerta vermelho no streaming: robôs invadem a música e bilionário mercado fonográfico reage com selos que rastreia uso de IA, como empresa brasileira já faz



O avanço da inteligência artificial generativa na música motivou uma nova proposta de regulamentação institucional no mercado digital. Em uma iniciativa liderada pela RIAA (EUA) e pela IFPI (global), as principais entidades do setor fonográfico submeteram às plataformas de streaming uma proposta para a criação de um sistema de rotulagem de faixas criadas ou modificadas por algoritmos. A Cedro Rosa já usa esse sistema há mais de um ano, através de sua tecnologia ®CertCon.


A intenção da proposta, revelada originalmente pelo The Wall Street Journal, é introduzir os selos visuais AI-generated (para faixas puramente sintéticas) e AI-assisted (para produções majoritariamente humanas) diretamente na interface de serviços como Spotify, Apple Music e Amazon Music.


Embora a submissão do projeto marque um posicionamento forte da indústria, a mudança ainda não é prática no ecossistema das grandes plataformas de streaming. A viabilidade da proposta técnica depende do fluxo de metadados. A Digital Media Association (DiMA), que representa as Big Techs do setor, manifestou apoio à circulação dessas informações através do padrão internacional DDEX (Digital Data Exchange), mas as empresas ainda avaliam como e quando aplicar os marcadores visuais.


A urgência econômica por trás da submissão é evidenciada por dados da Deezer, que aponta o recebimento de até 75 mil faixas geradas por IA diariamente, estimando que até 85% dos streams nesses conteúdos sintéticos em 2025 envolveram fraudes estruturadas para desviar royalties.


®CertCon - Infraestrutura brasileira já informa na origem uso total ou parcial de IA


Enquanto o mercado internacional debate a implementação prática dessa governança, a infraestrutura técnica para essa rastreabilidade já opera no mercado brasileiro através da Cedro Rosa Digital. A plataforma desenvolveu e implementou o sistema CertCon (estruturado pelas camadas Certifica Som e Conecta Som), que há mais de um mês já utiliza exatamente o mesmo padrão de preenchimento e exigência de informações para discriminar o uso de inteligência artificial — total ou parcial — no cadastro de ativos musicais, organizando os dados sob as diretrizes do padrão DDEX.


A tecnologia proprietária do CertCon foi criada por Tuninho Galante, da Cedro Rosa, em cooperação acadêmica com pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), utilizando tanto a IA quanto a blockchain. O projeto de inovação tecnológica aplicada à economia criativa contou com o apoio institucional da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e do Sebrae RJ.



Escute a playlist Coletânea Saulo Dansa, que tem o selo de IA parcial.

Repertório ®CertCon, disponível para trilhas sonoras e downloads na Cedro Rosa. Estas músicas usam IA parcialmente. O compositor criou todas as obras, escreveu os arranjos e fez os prompts de finalização.





Até o momento, o sistema já validou e certificou o cadastro de mais de 5 mil ativos musicais distribuídos em cinco continentes, demonstrando que a inteligência de metadados na origem é um caminho funcional para garantir a segurança jurídica e a proteção de direitos antes mesmo que as faixas cheguem ao streaming.




Repertório ®CertCon, disponível para trilhas sonoras e downloads na Cedro Rosa.



 

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