Linha do Tempo / Da Transformação Digital à Inteligência Artificial: A Evolução da Economia Criativa
- Redação

- há 2 horas
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A economia criativa, definida originalmente por José Pires (1) como a união entre inovação e processos colaborativos, atravessou nos últimos anos sua fase mais aguda de metamorfose. Se em 2020 o foco era a adaptação emergencial ao digital devido à pandemia, em 2026 vivemos a era da eficiência orientada por dados e pela inteligência artificial (IA) aplicada.
O Salto dos Pilares: De Operacional para Estratégico
Os quatro pilares fundamentais citados na análise original — atrair clientes, novas experiências, capacitar colaboradores e transformar produtos — foram potencializados por tecnologias que eram incipientes há poucos anos.
Experiências Imersivas: O que era apenas streaming de vídeo e áudio evoluiu para ecossistemas de realidade aumentada e comunidades em blockchain, onde o fã não é apenas consumidor, mas parte da governança do artista.
Cultura de Dados e IA: A "otimização de operações" agora passa obrigatoriamente pela inteligência artificial generativa. Empresas que antes apenas digitalizavam processos agora utilizam algoritmos para prever tendências de consumo e automatizar fluxos de trabalho criativos.
Habilidades Híbridas: A capacitação de colaboradores hoje exige o domínio de ferramentas de tecnologia aplicada, unindo o repertório humanístico da cultura à precisão técnica do processamento de grandes volumes de dados (Big Data).
O Cenário Pós-Pandemia e a Consolidação dos Hábitos
O estudo da SBVC mencionado no texto original previa a manutenção dos hábitos digitais. Hoje, confirmamos que o e-commerce e os pagamentos digitais não são mais diferenciais, mas pré-requisitos. No entanto, o mercado de streaming enfrentou sua primeira grande saturação, forçando plataformas como Netflix e Spotify a buscarem novos modelos de negócio, como planos com publicidade e a integração de podcasts e audiobooks para reter a atenção do usuário.
Houve também um grande desenvolvimento da indústria criativa na participaçao do PIb brasileiro, chegando a 3,6% do PIB, segundo estudo da FIRJAN, divulgado em 2025.
O audiovisual brasileiro, com destaque para Cinema, com Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, com 2 indicaçoes ao Oscar e melhora de público no Brasil tambem teve destaque.
Propriedade Intelectual e Novos Modelos de Negócio
A análise de José Pires destacava o papel de empresas como Uber e Airbnb na resolução de gargalos de oferta. No setor cultural, o grande gargalo atual é a transparência e a agilidade na distribuição de direitos autorais.
É aqui que a infraestrutura mencionada pela Cedro Rosa se torna protagonista. Enquanto o mercado tradicional ainda lida com burocracias analógicas, a digitalização dos metadados e o uso de softwares proprietários para certificação e conexão de obras musicais respondem diretamente ao pilar de "Modernizar o portfólio e transformar processos".
O CertCon (2) , tecnologia proprietária da Cedro Rosa, desenvolvida pela Universidade Federal de Campina Grande, com apoio da EMBRAPII e do SEBRAE RJ, tem função precípua no cenário internacional ao fornecer 12 camadas de certificação de ativos musicais internacionais, para mitigar opacidades e fraudes no sistema internacional de direitos autorais.
Conclusão: A Economia Criativa como Eixo de Sustentabilidade
A conclusão original permanece válida e ainda mais urgente: a economia criativa na era digital busca soluções inovadoras que impactem o social e o econômico. O diferencial hoje não é apenas estar no digital, mas como usar essa presença para gerar inclusão e sustentabilidade financeira para os criadores de conteúdo.
A trajetória de especialistas como José Pires, que une a engenharia e a governança de TI ao universo dos direitos autorais, exemplifica o perfil necessário para navegar nesta linha do tempo: a capacidade de traduzir tecnologia em valor cultural.
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