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Estudo Revela Avanços Globais no Ensino de Computação e Traça Caminho para o Brasil




Um novo estudo inédito, focado nas experiências internacionais de ensino de Computação, oferece um panorama sobre como outros países estão estruturando suas políticas educacionais na área e apresenta recomendações cruciais para o Brasil.


A pesquisa, realizada pela Fundação Telefônica Vivo e Movimento pela Base, com execução do Vozes da Educação, destaca a urgência para que as redes de ensino brasileiras ajam de forma imediata na implementação da BNCC Computação, tornando-a obrigatória em todas as etapas da Educação Básica.



A adoção efetiva da BNCC Computação não é apenas uma questão de atualização curricular, mas também um critério essencial para o acesso ao Valor Aluno/Ano por Resultado (VAAR). Este indicador do Fundeb, que calcula o investimento em cada rede de ensino com base em matrículas e resultados educacionais, pode ser comprometido para as redes que não se adequarem às novas diretrizes. As resoluções CEB/CNE nº 1 (2022) e nº 2 (2025) já estabelecem a necessidade de contemplar a Computação nos referenciais curriculares. Embora redes que não se ajustarem em 2025 não sejam impedidas de receber recursos do VAAR em 2026, elas precisarão alinhar seus documentos curriculares até o final deste ano para evitar inabilitação nos anos seguintes, sob risco de prejuízos pedagógicos e financeiros.



"A adoção da BNCC Computação traz direitos de aprendizagem sobre temas que são essenciais para preparar as crianças e os jovens para uma sociedade cada vez mais digital. Não se trata de um conteúdo pontual eletivo, mas sim de algo que precisa acompanhar o estudante ao longo de sua trajetória escolar, sob pena de ampliarmos desigualdades no país", ressalta Lia Glaz, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo.


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Experiências Internacionais Inspiradoras


O estudo analisou iniciativas em oito territórios: Austrália, Canadá (Ontário), Chile, Estados Unidos (Arkansas e Nevada), Nova Zelândia, Portugal e Reino Unido, observando quatro aspectos chave: currículo, formação docente, recursos de apoio e avaliação da aprendizagem.

  • Currículo: Países como Austrália, Chile, EUA, Portugal, Nova Zelândia e Reino Unido tratam a Computação como disciplina específica com conteúdos próprios. Ontário (Canadá) adota uma abordagem transversal, integrando habilidades da área com Matemática, Ciências e Linguagens.

  • Formação Docente: Todos os territórios oferecem formação continuada. Sete deles exigem formação inicial específica em Computação ou áreas correlatas. Nos EUA, estados como Arkansas e Nevada demandam aprovação em exames de certificação.

  • Recursos Pedagógicos: Governos disponibilizam materiais como planos de aula, plataformas digitais, bibliotecas de recursos e kits de robótica. O Chile, por exemplo, oferece livros didáticos digitais gratuitos.

  • Avaliação: Austrália, Chile e Estados Unidos aplicam provas nacionais amostrais em tecnologia para monitorar o progresso dos estudantes e subsidiar políticas públicas.




Recomendações Estratégicas para o Brasil


Com base nas práticas internacionais, o relatório sugere caminhos para a implementação da BNCC Computação no Brasil:

  • Currículo: Alinhar os referenciais curriculares à BNCC, garantindo a presença dos eixos de Pensamento Computacional, Cultura Digital e Mundo Digital, com progressão clara por etapa. Dada a tendência brasileira de implementação transversal, é crucial ter coerência e intencionalidade na abordagem.

  • Recursos Didáticos: Desenvolver e distribuir materiais de qualidade e adaptados a diferentes contextos, incluindo planos de aula, kits de tecnologia e propostas de avaliação.

  • Formação de Professores: Ampliar a oferta de cursos de graduação específicos, incluir conteúdos de Computação em Pedagogia e licenciaturas, e promover formações continuadas com trilhas temáticas.

  • Avaliação: Criar instrumentos para acompanhar a aprendizagem dos estudantes, como rubricas, sequências avaliativas e, futuramente, avaliações externas em larga escala.

  • Planos de Apoio: Estruturar planos estaduais com cronogramas escalonados, suporte pedagógico e monitoramento sistemático da execução.




O estudo destaca exemplos como o programa Tecnologias Digitais em Foco na Austrália, que apoia escolas vulneráveis com formação docente e mentorias; os livros didáticos digitais do Chile e a campanha Hora do Código; a obrigatoriedade da Computação em todos os níveis nos EUA (Arkansas); e o Computing Quality Framework (CQF) no Reino Unido, que auxilia escolas na autoavaliação e melhoria contínua.


"O Brasil tem a oportunidade de aprender com esses exemplos e garantir que esse direito de aprendizagem seja uma realidade para todos", conclui Carol Campos, diretora-executiva do Vozes da Educação.


A pesquisa completa está disponível para download gratuito no site da Fundação Telefônica Vivo.


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