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Fecham-se as cortinas para Ozzy Osbourne,Preta Gil e para o bom senso em Gaza

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          A morte continua sendo, na minha opinião, algo inaceitável. Aliás, não concordo com a morte e nem com o envelhecimento. Quando o assunto, não sei porque, vira tema de discussão, alguém sempre diz que ‘a morte é a única certeza que temos na vida’. E daí? Se todas as outras coisas têm existência duvidosa, fico com todas elas. Não sou obrigado a aceitar essa condenação. É constitucional?


E não sei se é impressão minha ou pura coincidência, mas desde a pandemia de Covid-19, eu percebo que o tema morte, tem ocupado muito do nosso dia a dia e do noticiário, consequentemente. Naquela tragédia nosso país foi o segundo colocado em número de vítimas fatais, mais de 700 mil perdas. É que além do Corona Vírus, havia outra praga reinando por aqui.

Na última semana, só para não ir muito longe, tivemos mais destacados falecimentos em nosso noticiário. O roqueiro Ozzy Osbourne se foi e, o maior destaque de todos os noticiários, a morte prematura e dolorosa de Preta Gil, que, com certeza, comoveu muita gente. Claro, sem deixar passar que na Faixa de Gaza continua a rotina de mortes e com crianças palestinas morrendo de fome e tiro.


Ozzy, o lendário vocalista da banda Black Sabbath, gênesis do rock pesado, não morreu por ter ingerido algum animal estranho, não. Morreu dia 22/07 aos 76 anos em consequência da doença de Parkinson. Durante a Pandemia ele aconselhou fãs e o público em geral, a usarem máscara, lavarem as mãos e manterem distanciamento social. Na ocasião, disse sobre Trump: “Se ele diz algo, faça o oposto”.



O roqueiro se foi, um cara que se fez mal a alguém, foi a ele  próprio, e até se preocupou com a vida das pessoas, enquanto Trump, que no primeiro mandato teve seu país como o recordista em mortes pela Pandemia, está vivo, com outro mandato em mãos e sendo o mesmo ser repugnante de quando era criticado por Ozzy. Não dá para aceitar a morte. Mesmo ela sendo a única certeza da vida.

 

Antes de abordar a despedida da outra celebridade do mundo artístico, um hiato para repudiar (infelizmente não tenho poder para fazer mais do que isso) o genocídio que continua a envergonhar a humanidade na Faixa de Gaza. As imagens das crianças subnutridas, agonizando, morrendo de fome, são dolorosas demais. E o governo autoritário de Israel continua no ataque.

Talvez a sobrevivência política de Netanyahu dependa do belicismo. Parece querer exterminar uma etnia.


Tal qual um senhor austríaco que governou a Alemanha nas décadas de 30, 40 do século passado. Se criticar, você pode ser taxado de antissemita ou antissionista. Fórmula batida de desqualificar o interlocutor. Enfim, Viva!  a França é o primeiro país a reconhecer o Estado Palestino.


Voltando às estrelas. Dois dias antes do roqueiro ir dessa não sei pra onde, perdemos Preta Gil, com 50 anos. Tudo e um pouco mais já se falou dessa menina. Do seu carisma, da sua valentia, da sua nobreza. Eu gosto mais da mulher do que da artista, embora reconheça seu valor. Quem com o DNA de Gilberto Gil, não seria bom? Foram dias de dor e poesia misturadas, e uma avassaladora sensação de perda.


Preta era filha de Gil com Sandra Gadelha, a ‘Drão’ (apelido dado por Betânia). Ela chorava sempre que ouvia a belíssima canção que marcava a separação dos pais. Ela cantando com Gil, emocionado também, vai ficar na memória por muito tempo. Assim como custo a entender e invejo a capacidade dele em lidar com separações, fortes, e parecer também, tão forte. Gil teria dito à Preta, nos estertores:


- Se estiver sendo muito difícil pra você e se for sua hora, aceite. Se estiver muito pesado para você, vai, se deixa ir. É muito ruim viver com esse incômodo e lutando da forma que você tá lutando


E Preta Gil foi. E eu não concordo, mas... sabe-se lá se tudo não passa de uma semente de ilusão que tem que morrer pra germinar? Só sei, que nada sei. Adeus Preta!

A Dança da Porta Bandeira, de Evandro Lima e Lais Amaral Jr. Escute aqui na Spotify e em todas as plataformas de streaming.


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