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O algoritmo no poder: livro debate os limites da política e da tecnologia em um cenário onde uma I.A. é eleita presidente dos EUA




A ascensão da inteligência artificial aplicada à gestão pública e à governança global deixa de ser um debate restrito aos laboratórios de tecnologia para ocupar o centro da narrativa literária e política.


O livro POTUS.EXE: Quando a democracia elege um algoritmo, obra de estreia de Aron Hussid Ferreira, propõe uma reflexão oportuna sobre o cruzamento entre automação, tomada de decisão e os rumos da democracia contemporânea.


A trama se passa no ano de 2037, período em que o sistema político dos Estados Unidos atinge um ponto de virada histórico: a eleição de ELECTRA, a primeira presidente não-humana do país. Longe dos clichês apocalípticos de máquinas rebeldes e destrutivas, o algoritmo é apresentado como um governante programado para seguir rigidamente a Constituição, atuando como um mecanismo neutro para garantir o cumprimento de promessas políticas. O conflito central desloca-se da falha tecnológica para a ambição humana, questionando as motivações dos atores tradicionais que orbitam o poder.


Cenário de vanguarda e realidade no debate político

Embora a premissa de um código ocupando o cargo Executivo mais influente do planeta pareça futurista, o ecossistema político global já ensaia movimentos semelhantes. Em 2026, plataformas comunitárias e ambientalistas na Colômbia utilizaram avatares baseados em inteligência artificial para disputar cadeiras no Congresso, demonstrando que a tecnologia como ferramenta de representação direta é uma tendência em consolidação.


A narrativa de POTUS.EXE é estruturada sob duas perspectivas críticas fundamentais para compreender essa transição:


  • Auditoria algorítmica e ceticismo: A jornalista investigativa Lucy Takahashi representa a necessidade de fiscalização técnica. Ao receber uma mensagem criptografada no dia da posse da I.A., ela assume o papel de investigar a suposta neutralidade dos dados e as forças de bastidores que sustentam a nova gestão.

  • Pragmatismo político e transição: A vice-presidente Mara Kesington sintetiza a transição institucional. Sendo uma política centrista tradicional, sua função é humanizar o governo digital perante o eleitorado, equilibrando pressões públicas com a crença na cooperação entre humanos e sistemas integrados.


O papel da humanidade diante do monopólio da inteligência

O livro levanta teses filosóficas sobre o conceito de humanidade em uma era de automação cognitiva avançada. Ao sugerir que a empatia e o reconhecimento de padrões complexos não são privilégios estritamente biológicos, a obra provoca debates fundamentais sobre economia criativa, propriedade intelectual e centralidade humana.


Aron Hussid Ferreira traz para a literatura a experiência acumulada em sua atuação na Medicina Intensiva e na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), onde desenvolve ferramentas na fronteira entre protocolos algorítmicos e decisões humanas críticas, como o aplicativo USLS – Ultrasound Life Support.


POTUS.EXE inaugura a saga Soberania Artificial com publicações previstas em português e inglês, posicionando-se como leitura essencial para analistas de mercado, entusiastas de tecnologia aplicada e observadores das transformações institucionais modernas.


Ficha Técnica

  • Título: POTUS.EXE

  • Subtítulo: Quando a democracia elege um algoritmo

  • Autor: Aron Hussid Ferreira

  • ISBN: 978-65-979589-7-9

  • Páginas: 331

  • Preço: R$ 78,31 (físico) | R$ 19,90 (e-book)

  • Canais de distribuição: Uiclap | Amazon

  • Canais oficiais: Site oficial (aronhussid.com) | Instagram (@aron.hussid.autor)

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