Pacto de Promoção da Equidade Racial no cinema e no streaming
- Redação

- 29 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 6 de jan.

O período de recesso e as festas de fim e início de ano são momentos de pausa, mas também oferecem a brecha ideal para aprofundar o repertório sobre temas que dominam a agenda social e corporativa.
A equidade racial, hoje um dos pilares centrais do debate ESG (Environmental, Social, and Governance) no Brasil, ganha novas perspectivas através de produções cinematográficas que aliam entretenimento e reflexão crítica.
Para quem busca ir além do óbvio, o Pacto de Promoção da Equidade Racial selecionou cinco obras fundamentais que abordam desde a resistência histórica até os vieses do sistema judiciário. A lista funciona como uma ferramenta de imersão no racismo estrutural e na valorização da herança cultural negra, temas indispensáveis para a construção de um futuro mais justo.
“O entretenimento tem o poder de nos apresentar novas perspectivas e gerar empatia", destaca Guibson Trindade, Gerente Executivo do Pacto. Segundo ele, consumir conteúdos que rompem bolhas sociais é um passo prático para quem deseja entender e aplicar a equidade no dia a dia.
O que assistir: Cultura e Resistência
Malês (Circuitos culturais e em breve no Globoplay) Sob a direção de Antônio Pitanga, o filme retrata a Revolta dos Malês, o maior levante de pessoas escravizadas da história do Brasil. A obra é um documento sobre a sofisticação intelectual e a força da resistência negra em Salvador no ano de 1835.
AmarElo - É Tudo Pra Ontem (Netflix) Mais que o registro de um show de Emicida, o documentário é uma aula de história brasileira. Ele conecta o legado de grandes personalidades negras ao presente, reforçando a importância do resgate da memória para entender as dinâmicas sociais atuais.
A Mulher Rei (Max / Prime Video) O longa foca na força das Agojie, uma unidade de guerreiras de elite do reino de Daomé. A narrativa foge dos estereótipos de submissão e foca na liderança feminina e na complexidade das estruturas sociais africanas, sendo um marco de representatividade.
Olhos que Condenam (Netflix) A minissérie reconstrói o caso real dos "Cinco do Central Park", revelando como o preconceito racial opera dentro do sistema judiciário. É uma obra essencial para compreender como os vieses cognitivos podem impactar de forma definitiva a vida de pessoas negras.
Infiltrado na Klan (Disponível para aluguel) Dirigido por Spike Lee, o filme narra a história de um policial negro que se infiltra na Ku Klux Klan. Com um tom de sátira e suspense, a produção provoca um debate necessário sobre a vigilância constante contra a intolerância na sociedade moderna.
Cara Gente Branca (Netflix) A série explora o racismo cotidiano em uma universidade de prestígio. Através de diálogos rápidos, a trama expõe conceitos como microagressões e os desafios de pertencimento em ambientes majoritariamente brancos, traçando um paralelo direto com o mercado de trabalho.
Partideiros (Cine Henril-Maricá) - Produzido por Tuninho Galante e dirigido por Luiz Guimarães Castro, o filme da Cedro Rosa reúne os partideiros Tiago Mocotó, Serginho Procópio, Marquinho China e Renatinho Partideiro numa roda de samba no jardim da Cedro Rosa, em Ipanema, recriando o clima de Partido Alto dos tempos de Tia Ciata. Exibição em Dezembro (2025) e Janeiro (2026), no Cine Henril, em Maricá.
Impacto no Mercado: O Papel do Pacto
O Pacto de Promoção da Equidade Racial é uma associação que reúne 85 empresas signatárias — incluindo gigantes como Ambev, B3, Bayer e Vale — em torno de um Protocolo ESG Racial. O objetivo é levar a questão racial para o centro das decisões econômicas brasileiras, transformando a intenção em metas práticas de diversidade e inclusão no setor privado.
Este texto integra o pilar Cultura e Sociedade,
dialogando com o pilar Economia Criativa no Brasil
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