Poliedro 2026
- Jorge Cardozo
- há 29 minutos
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Todas as linhas de um polígono são retas. Todas as faces de um poliedro são partes diversas de um sólido.
Assim também nós, humanos, somos feitos: qualidades e defeitos, muita luta, algum medo e todas as possibilidades.
Não nos pauta o degredo de nós mesmos. Ao contrário, buscamos o diverso, o vário, a polifonia.
Segundo algumas teorias, de um ponto a outro não há apenas uma reta e sim um mundo de probabilidades.
No filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, feito em 1968, o diretor Stanley Kubrik previu e questionou o relacionamento entre um ser humano e uma inteligência artificial, com gravíssimas consequências.
Duas décadas e meia depois (da data em que se passa o filme) estamos lidando com IAs, que talvez venham a nos substituir em diversos campos.
Nosso planetinha azul continua belo, embora estremeça vez ou outra com a possibilidade de algum maluco apertar o botão do juízo final.
O clima está tão alterado que a maior ilha do mundo, a Groenlândia, tradicionalmente coberta de gelo, derrete e mostra suas muitas riquezas guardadas abaixo do solo, atraindo a cobiça de larápios internacionais.
Enquanto isso no deserto do Saara começa a surgir uma área verde, um princípio de vegetação onde antes só havia areia.
Tudo muda o tempo todo. “Toda asa para, toda ave pousa, toda face cobre-se de rugas.”
Afinal, “Cronos é um deus que devora os seus filhos. Não há saída ou fuga de sua fome.
Por isso antes que a tristeza nos domine, brindemos à vida e ao seu ofício: fazer de conta que somos eternos.”
(Textos entre aspas copiados do poema CRONOS, livro Peixe na Rede, Editora Patuá.)
Este texto integra o pilar Cultura e Sociedade
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