Yalorixá resgata saberes da Umbanda e conecta tradição às novas gerações
- Redação
- há 5 horas
- 3 min de leitura

Nem toda herança se mede em bens materiais: algumas permanecem na fé, na memória e na ancestralidade. É desse legado que nasce A Menina que Via Iemanjá, obra da Yalorixá Katia Vaz Perez Alves Bacariça, que inaugura a Série Marina. O projeto presta homenagem à avó da autora, que inspira seu nome e simboliza a continuidade dessa tradição.
Na obra, Katia compartilha ensinamentos da Umbanda e raízes espirituais que atravessam gerações.
Ao longo das páginas, a escritora apresenta a origem dos Orixás, seus domínios e influências na vida cotidiana. Oxalá, Iemanjá, Xangô, Ogum, Oxum, Iansã e Exu surgem não apenas como divindades cultuadas, mas também como referências simbólicas ligadas à justiça, coragem, equilíbrio, amor, movimento e sabedoria.
Sincretismo e linhagem familiar
Outro eixo importante do livro está na contextualização histórica da Umbanda como expressão do sincretismo brasileiro, resultado do encontro entre tradições africanas, indígenas e europeias. Paralelamente ao conteúdo litúrgico, a publicação também celebra a linhagem familiar de Katia e a trajetória do terreiro Reino de Iemanjá e Nanã, que, por mais de seis décadas, foi comandado pela avó da autora, a Marina.
Compreender as marcas que os Orixás deixam em nossa essência é nos aproximar da nossa verdade mais profunda e do propósito que viemos cumprir nesta existência. É caminhar com mais clareza, aceitação e sentido. (A Menina que Via Iemanjá, p.19)
Outras figuras centrais dessa história também ganham espaço, como o avô Waldemar, fundador do espaço, e Jane, mãe da escritora, descrita como presença essencial na condução dos trabalhos religiosos. Hoje, Katia segue à frente desse legado ao lado da irmã Débora. O livro ainda reúne relatos reais de superação e convivência comunitária, reforçando a Umbanda como espaço de escuta, solidariedade e esperança.
Fé e pertencimento na atualidade
Através de testemunhos afetivos, A Menina que Via Iemanjá amplia o acesso à compreensão sobre a religião e mostra como fé e pertencimento podem atravessar gerações e seguir iluminando caminhos no presente.
A principal mensagem do livro é mostrar que a espiritualidade pode ser uma fonte de força, acolhimento e transformação. A fé, quando vivida com respeito e verdade, pode ajudar pessoas a enfrentar dificuldades e seguir novos caminhos, reflete Katia.
Serviço e Canais de Venda
Título do livro: A Menina que Via Iemanjá
Autora: Katia Vaz Perez Alves Bacariça
Editora: Clube de Autores
ISBN/ASIN: 978-6587013930
Páginas: 264
Preço: R$ 17,00 (ebook) | R$ 71,44 (físico)
Onde comprar: Amazon | Clube de Autores
Sobre a autora
Katia Vaz Perez Alves Bacariça é engenheira civil e escritora, nascida em Santos e residente em São Paulo. Cresceu em uma família profundamente ligada à Umbanda, tradição na qual foi criada desde a infância. Neta da yalorixá Marina e de Waldemar, fundador do Reino de Iemanjá, e filha de Mãe Pequena Jane, carrega em sua trajetória os ensinamentos espirituais e o compromisso com a caridade. Na literatura, transforma memórias e vivências familiares em narrativas sobre ancestralidade, fé e acolhimento.
Acompanhe o trabalho da autora pelo Instagram: @fe.nos.orixas
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