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Search results for "industria criativa"
2496 resultados encontrados para "industria criativa"
- PERDEU, DUDA!
Esticou o pescoço por cima do grupo e viu e ouviu o guarda perguntando: “Qual é o seu nome?” A resposta veio baixa: “Duda”. O policial deu um sorriso e disse: “Pois é, Duda. Perdeu. Cadê o celular?”. O adolescente franzino mexeu no bolso do short e o passou para o policial. A multidão urrava: “lincha, mata!”. Alguns arriscaram uma agressão física, mas foram contidos pelos policiais e outros passantes, inclusive ele. A vítima, mais calma, pegou o aparelho de volta e pediu que a turma não tomasse atitude violenta. “É um problema social”, chegou a dizer antes que fosse vaiada e ironizada com vários “Tá com pena? Leva pra casa!”. Duda demonstrava um misto de medo e indiferença. Medo por uma possível sessão de porrada e indiferença por ter quase certeza de que sua vida caminhava para um eterno “perdeu, Duda”. De início, não reconheceu o garoto, encolhido e assustado, mas, aos poucos, veio à mente o craque do time juvenil do futebol de praia da sua rua. Controle de bola, drible rápido, potência nos chutes. Valente, entrava nas divididas com os mais fortes e, muitas das vezes, ganhava a bola. Orientava as jogadas: “centra”, “olha o ponta”, “chuta”! Tinha liderança, era respeitado. Depois do jogo, vitória do seu time, se despedia com um “até sábado”, respondido com um “Valeu, Duda!”, “Grande Duda!”, “Sábado aí, Duda!”. Às vezes, um abraço e um “Mandou bem demais, Duda!”. Virou seu fã. Ele, do time dos veteranos, chegava antes do seu jogo, pegava um lugar no paredão para assistir ao futebol do garoto. Duda não frequentava a esquina à noite, onde todos os garotos conversavam sobre namoradas, festinhas, o jogo da tarde e, claro, invariavelmente, o desempenho dele. Ele era o ausente presente. Ninguém o excluía, a exclusão se dava natural e perversamente. Ele não era da turma da rua, era do time de futebol, lugar conquistado depois que o viram jogar a pelada das seis e meia com os porteiros dos prédios. Na hora, o convite e o ingresso no meio-campo do time dos menores. Hoje, porém, o craque foi parado pela retranca policial e estava diante de um time que queria tirá-lo de campo com inúmeras fraturas. Abriu caminho e aproximou-se do garoto. Ajoelhou-se a seu lado e disse: “E aí, craque”? Ele respondeu, agora de cabeça baixa, envergonhado: “Perdi, Mais Velho”! Lembrou-se de que o garoto tratava assim o pessoal do time dos veteranos. Não era depreciativo, não; era respeito. “Perdi, Mais Velho”. Falava como se pedisse desculpas por não ter encontrado o caminho do gol no jogo da vida. Ia dizer alguma coisa para o menino, mas o camburão encostou e levou Duda sem vitória, sem esquina, sem esperança e vaiado por uma enorme e insensível torcida adversária. Perdeu, Duda. Perdemos, Duda. Conheça as músicas de Paulo Castro, codnime Paulinho do Cavaco, escritor e compositor. Saudade de Meus Botequins / "Reunião de Condomínio", de Paulinho do Cavaco, gravado no disco do Bip Bip, produzido pela Cedro Rosa. Spotify Youtube Escute o disco Roda de Samba no Bip Bip Spotify Youtube Saudade de Meus Botequins / Paulinho do Cavaco e Luis Pimentel Spotify Cedro Rosa Youtube Plataforma digital traz músicas certificadas disponíveis para trilhas sonoras diversas no mundo inteiro A Cedro Rosa produtora e distribuidora de conteúdos, com sedes no Rio de Janeiro, New York e Tokyo. Sua plataforma digital funciona em 10 idiomas no mundo inteiro e conta com mais de 3 000 mil certificadas, prontas para serem licenciadas para sincronizações diversas em filmes, novelas, audiovisuais, games e publicidades. Abra um perfil na Cedro Rosa e acompanhe nossas redes digitais. https://linktr.ee/cedrorosa Compositores, bandas e artistas podem registrar suas musicas e fazer contratos de distribuição e licenciamento e empresas da midia como TVs, Radios, produtoras de cinema e conteudo em geral podem licenciar essas obras devidamente certificadas diretamente na plataforma. Playlist da Cedro Rosa no Spotify e no Youtube. Músicas disponíveis para licenciamentos. A Cedro Rosa representa milhares de obras musicais originais. Escute as playlists nas plataformas mais famosas do mundo. Bossa Nova / Spotify Instrumental Esporte Fino / Youtube Todas essas obras são representadas pela Cedro Rosa. Abra um perfil em nosso site. Consulte-nos para sincronizações para trilhas sonoras. Acompanhe nossas redes sociais. Facebook Youtube Linkedin Twitter
- Silêncios
CRIATIVOS! atua na articulação entre cultura, economia criativa e tecnologia aplicada. Fazer Brasileiro - apoiando eventos, iniciativas territoriais e ações concretas no campo cultural e criativo.o eventos, iniciativas territoriais e ações concretas no campo cultural e criativo. Receba o RADAR CRIATIVOS (semanal) 👉 Clique para participar: Bastidores, análises e oportunidades da economia criativa.
- As mulheres da minha vida
A pequena de quatro patas Minha cachorrinha Nina Paulo Eduardo Ribeiro, do Canal Ponte Aérea, para CRIATIVOS Playlist das Cantoras Incríveis - Spotify Homenagem da CRIATIVOS! e da Cedro Rosa às mulheres da Economia Criativa. www.criativos.blog.br Projeto 40 Anos do Clube do Samba
- Oficial: o trabalho de compositor é reconhecido como Profissão
Desde o dia 3 de dezembro de 2021, com publicação no DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, foi reconhecida oficialmente a profissão de Compositor. (texto) Publicado em: 06/12/2021 | Edição: 228 | Seção: 1 | Página: 3 Órgão: Atos do Poder Legislativo LEI Nº 14.258, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2021 Dispõe sobre o exercício da profissão de compositor. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Fica reconhecida a atividade de compositor como profissão artística. Art. 2º Considera-se compositor o autor de obras musicais, com ou sem letra, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, nos termos do art. 7º da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 3 de dezembro de 2021; 200º da Independência e 133º da República. JAIR MESSIAS BOLSONARO Marcos José Pereira Essa lei poderia se chamar Nelson Sargento, pois o compositor foi um dos que mais lutaram para que ela existisse. Outro fator muito importante: REGISTREM IMEDIATAMENTE SUAS OBRAS NA PLATAFORMA DA CEDRO ROSA, antes de publicar suas musicas nas redes sociais. Protejam imediatamente a autoria de seus trabalhos. Ao registrar suas obras - Letra e Musica - essas obras ganham o certificado internacional. São incontáveis os casos de roubo ou plágio de obras musicais. Esse vídeo explica bem o processo. Um dos casos mais emblemáticos de roubo e prejuizo é a musica do classico Rei Leão, da Disney. O autor morreu pobre e seus herdeiros receberam migalhas depois de longo processo na justiça. O filme está na Netflix. Siga as Redes Sociais da Cedro Rosa. Twitter - Youtube - Facebook - Linkedin - TikTok Cedro Rosa cria Plataforma mundial de Música, em 10 idiomas, para gerir direitos autorais e licenciar musicas. Músicos, compositores, bandas, mídia, produtores de cinema, streaming, TV, publicidade e games em um único ambiente digital, para negócios de licenciamento. Cedro Rosa Online Abra um perfil agora Plataforma digital permite registro, distribuição e licenciamento de músicas no mundo inteiro. Todo mundo pode escutar músicas e podcasts de graça. Tudo online! A Cedro Rosa , produtora e distribuidora de conteúdos, com sedes no Rio de Janeiro, New York e Tokyo criou uma plataforma digital de administração e distribuição de músicas no mundo inteiro. Para ter acesso, como artista, empresa ou simplesmente amante de música, basta abrir um perfil, apenas com nome e e-mail. A plataforma digital funciona em 10 idiomas e conta com mais de 3 000 mil certificadas, prontas para serem licenciadas para sincronizações diversas em filmes, novelas, audiovisuais, games e publicidades. Acompanhe nossas redes digitais. https://linktr.ee/cedrorosa Compositores, bandas e artistas podem registrar suas musicas e fazer contratos de distribuição e licenciamento e empresas da midia como TVs, Radios, produtoras de cinema e conteudo em geral podem licenciar essas obras devidamente certificadas diretamente na plataforma. Ouça
- Ganhar eleições é fácil para Patricia Brasileiro
Após trabalhar alguns anos em indústrias e instituições financeiras, criou sua entidade non-profit que Geladeiras industriais guardam os pacotes dos moradores cadastrados.
- Artigo / Muito prazer: especialista em formar especialistas.
Paulo Eduardo Ribeiro, do Canal Ponte Aérea, para CRIATIVOS!
- Nunca foi tão necessário ser agente ESG na vida Pessoal ou Empresarial: ESGa-se!
Nestes tempos de pandemia decidi aprimorar meu currículo e me pós graduei em Economia Criativa e Design Acredito que sou pioneira em me auto intitular: Economista Criativa. Atuando na área de inovação na secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa estou testemunhando
- A desculpa por trás de um pedido de desculpas
a capacidade e do direito das pessoas de serem idiotas, por outro lado exerça o seu direito de ser crítico Paulo Eduardo Ribeiro, do Canal Ponte Aérea, para CRIATIVOS! Pop Rock, na Spotify. Mais Paulo Eduardo Ribeiro, na Criativos!
- ENGENHARIA, SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE HISTÓRICA
Este texto integra o pilar Cultura e Sociedade Leia outros artigos de José Luiz Alquéres no portal CRIATIVOS CRIATIVOS! atua na articulação entre cultura, economia criativa e tecnologia aplicada. inteligência aplicada, apoiando eventos, iniciativas territoriais e ações concretas no campo cultural e criativo
- Antônio Fraga: um quase esquecido gigante das nossas letras. (1ª parte)
(O Homem velho – Caetano Veloso ) Lais Amaral Jr. para CRIATIVOS!
- Estudando a Canção: Motim (O verso que nunca fiz) , de Evandro Lima e Sergio Fonseca
Ficha Técnica e Dados de Identificação Para pesquisadores, produtores e profissionais da indústria, seguem Guia Essencial para Entender Direito Autoral Leia Mais, Saiba Mais no portal CRIATIVOS! aqui a série Estudando a Canção Este texto integra o pilar Direito Autoral e Propriedade Intelectual CRIATIVOS atua na articulação entre cultura, economia criativa e tecnologia aplicada. eventos, iniciativas territoriais e ações concretas no campo cultural e criativo.
- LARVAS
Se a memória não me trai, já devo ter declinado aqui os meus maiores medos. Não são muitos, é verdade. Vivo no Rio de Janeiro e por aí dá pra saber que preciso ser ressabiado (palavra sensacional!!!) com algumas coisas, mas me considero bem dentro da média. A aproximação de duas pessoas numa moto, por exemplo, geralmente faz arrepiar pelos onde eles nem existem na maioria das pessoas; nas ladeiras de Santa Teresa, no entanto, normalmente é só um moto-táxi carregando alguém pra casa ou pra algum compromisso. Voltando aos meus medos, durante muito tempo, a maior parte dos meus já numerosos anos sobre essa terra, a coisa que mais me tirava do sério era carne podre com larvas de mosca. Isso. Nem ratos, cobras, baratas, altura, multidão, assalto, tiroteio. Nada disso. Mas larvas de mosca mexiam com algum mecanismo cerebral de pavor que me desestabilizava completamente. Cada louco tem a sua mania. Ou manias. Cheguei mesmo a sonhar, repetidas e malfadadas vezes, com a cena terrível de “A Mosca”, aquele filme de horror-ficção, refilmagem de “A Mosca da Cabeça Branca”, em que nascia uma larva enorme, fruto também da imaginação do personagem principal, já geneticamente modificado pelos genes do inseto. Pois bem. Muito recentemente, por alguma razão que me escapa, mas que venho tentando entender, esse pavor foi passando. Ainda não estou imune a um encontro eventual com a larva gigante, mas já não corro o risco - como já corri - de colocar fogo na casa diante de um pequeno foco de larvas, por exemplo. Pode ter sido a minha tomada de consciência sobre perigos muito maiores e capazes de causar estragos muito mais significativos. Ou talvez a efetiva percepção de que as varejeiras não estão fazendo mais que o seu papel na natureza, onde ocupam um lugar que pode ser considerado estratégico (ajudam a eliminar a sujeira) ou muito subalterno (ficam com os restos), de acordo com a forma que você hierarquiza as coisas. A única coisa que talvez explique esse aparente destemor que cultivei frente a alguns medos comuns da maioria é o ambiente ao qual fui submetido nos primeiros anos. Longe de ser hostil, ele naturalizava coisas que hoje compreendemos que não deveriam ser assim. Senão vejamos: Negro, fui criado num mundo em que a escola nos fazia naturalizar o passado de escravidão. Não raro, e não por culpa de professores ou de quem quer que fosse no final da linha, éramos informados de que “os negros viviam daquele jeito” durante os quatro primeiros séculos da história do Brasil. Eventualmente um samba enredo ou a leitura de um Castro Alves alertava para o contrário, mas eram esporádicos. No mais do tempo, era praticamente considerado natural. Éramos treinados, inconscientemente, para tolerar o racismo. Afinal, descendíamos de escravizados. E durante grande parte da minha vida, o regime do apartheid vigorou na África do Sul, sem grandes reações do resto do mundo. Também me soava normal o silêncio diante das atrocidades dos governos militares. Eu até tinha esporadicamente acesso ao Pasquim e outras publicações. Alfabetizado cedo, tive a sorte de ter na vizinhança gente que lia coisas interessantes. Mas todo mundo tinha medo de falar. Só já na abertura, finalzinho do Geisel, é que mais e mais gente soltou o verbo. E na Baixada, soltar o verbo ainda não significava muita coisa. Eu fui educado pra não achar nada demais naquele silêncio. Um dos maiores descalabros do século XX, se não o maior, o holocausto nos era apresentado na escola como uma coisa terrível, claro, mas ainda mais como um fato histórico isolado, sem repercussões posteriores, como um pequeno erro histórico da Alemanha, que afinal era um grande país a ser imitado. Hein?? Também me educaram – e a muito mais gente - pra achar isso praticamente normal. Música instrumental, ouça! Eram muito comuns, mais do que seríamos capazes de supor hoje em dia, as cenas de violência doméstica. Esses olhos meus, hoje carregados de miopia e astigmatismo, viram mais de uma vez mulheres correndo pela rua com o marido atrás portando algum instrumento contundente. Na Baixada dos anos 70 era a regra, quase. E ainda assisti ao deprimente espetáculo de uma senhora com uma panela inteira de macarrão jogada, com molho e tudo, sobre os cabelos dela. Em casa, graças aos céus, nunca houve nada que sequer remetesse à violência. Ao menos isso. Mas taí outra coisa que naturalizávamos. Polícia. Como nasci pobre e negro, esse tema me diz respeito. Mas pelo fato de termos policiais na família, fui levado a naturalizar as dezenas de abordagens que sofri apenas por causa da minha aparência. Nem sempre eu tinha os documentos em dia, sempre fui meio desleixado com isso. Só por muita sorte, muita mesmo, nunca houve consequências mais sérias. E eu não temia a polícia. Aos poucos, nos anos 70 ainda, fui apresentado a uma igreja que questionava o que existia. O silêncio frente à opressão, o racismo, as injustiças. Fui levado, naquela época da inocência, a não temer a igreja e seus pastores. Não quero invocar aqui a compaixão dos leitores, longe disso, mas se hoje temo e questiono as coisas certas, foi preciso muito tempo, muito estudo, muitos jornais e livros, muita convivência com as pessoas certas, muito tempo de janela. As moscas, coitadas, fazem apenas a parte que lhes cabe, mesmo que eu ainda não as considere simpáticas. Há seres muito mais nojentos soltos por aí que, com o suporte de blogueiros, base parlamentar, cercadinhos, rachadinhas, seguidores de redes sociais, igrejas e líderes religiosos alinhados com o que há de pior, mentem e fazem coisas horríveis, contaminando os ambientes, semeando o horror, capazes de provocar náuseas e ânsias de vômito bem mais intensas que um naco de carne podre. E moscas e larvas nem tentam convencer ninguém a pensar como elas, são bem mais úteis. Perdão, mosquinhas. Rio de Janeiro, novembro de 2021. Ouça! Como cantam bem! Siga a Cedro Rosa. Twitter - Youtube - Facebook - Linkedin - TikTok - Spotify. Cedro Rosa cria Plataforma mundial de música em 10 idiomas para gerir direitos autorais e licenciar e distribuir obras musicais. Músicos, compositores, bandas, mídia, produtores de cinema, streaming, TV, publicidade e games em um único ambiente digital, para negócios de licenciamento. Cedro Rosa Online Abra um perfil agora Plataforma digital permite registro, distribuição e licenciamento de músicas no mundo inteiro. Todo mundo pode escutar músicas e podcasts de graça. Tudo online! A Cedro Rosa , produtora e distribuidora de conteúdos, com sedes no Rio de Janeiro, New York e Tokyo criou uma plataforma digital de administração e distribuição de músicas no mundo inteiro. Para ter acesso, como artista, empresa ou simplesmente amante de música, basta abrir um perfil, apenas com nome e e-mail. A plataforma digital funciona em 10 idiomas e conta com mais de 3 000 mil certificadas, prontas para serem licenciadas para sincronizações diversas em filmes, novelas, audiovisuais, games e publicidades. 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