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2496 resultados encontrados para "industria criativa"

  • Tarde de pelada, caipirinha e Chico Buarque. Nossa!!

    Adalberto Cantalice era editor, e dono, da ‘Revista Equipe’. Um periódico no modelo SQP (Sai Quando Pode), como ele mesmo definia. Conquistar anunciantes para uma revista de cultura e política na Nova Iguaçu da década de 1970 era uma garimpagem árdua e tarefa das mais ingratas. Menos mal que redatores e colaboradores atuavam graciosamente. Era o espírito quixotesco que nos embriagava fazendo crer que resistir à opressão asfixiante daqueles tempos de chumbo na Baixada Fluminense, e no país, era uma obrigação de quem se acreditava, cidadão consciente. Éramos pretenciosos. O patrocínio garantia a publicação da revista e era vital para Adalberto pagar o aluguel e sustentar a família. Mulher, seis filhos e um gato. Com exceção do tricolor Luiz, o segundo filho, todos eram torcedores do América. Inclusive o gato, costumava se gabar. A vida ficara muito dura para o velho 'Canta' desde que a concessão da Rádio Solimões saiu do controle da sua família. Ele trocara o Rio por Nova Iguaçu para dirigir aquela que era uma das emissoras do seu tio. Acho que era isso. A Revista, além da dupla função, era uma grande fonte de satisfação para ele. Mas paralelamente o homem vivia a correr atrás de outras formas de geração de recursos. Um dia, isso já no início da década de 1980, ele chegou para mim e disse que achara uma banca de jornal para comprar, mas com a condição de não vender jornais. A capatazia local não queria concorrência. Chamamos o Luiz Carlos Fávaro, na época meu cunhado e um sujeito dos mais dignos que conheço, e montamos a sociedade. Compramos a banca para vender livros. Ela foi instalada na Praça da Liberdade, no centro comercial da cidade. Cantalice deu o nome de ‘Barraca da Cultura’. Não demorou muito e ele propôs comprar nossas partes na sociedade, porque dividir o lucro por três, não estava valendo a pena. As previsões delirantes de um faturamento alto, não passavam mesmo de um delírio dele. Fávaro e eu abrimos mão da nossa parte, mas eu costumava ficar pela manhã na banca. A maioria dos livros que começamos a vender eram da Codecri, a editora do Pasquim. Fomos lá e conseguimos uma boa quantidade de livros em consignação. Líamos mais do que vendíamos. Tivemos também alguns problemas tipo, quando fomos fichados pelo DGIE (Departamento Geral de Investigações Especiais) por “vender livros comunistas”. A ditadura demorou a acabar na Baixada. Um advogado amigo, Delário Ribeiro foi na delegacia e livrou Cantalice. E foi na banca que ele conheceu também pessoas interessantes. Entre elas, um médico de nome Ézio (não me recordo do sobrenome). O sujeito era simplesmente o médico do Politheama, o time de futebol do Chico Buarque. Cantalice passou a ser um grande fã do Chico desde quando era diretor da rádio e ouvira pela primeira vez ‘Construção’. Eu já era um fã de carteirinha desde os festivais da TV Record (a antiga). Resumindo: Cantalice conseguiu que o Dr. Ézio nos levasse para conhecer o homem. Em uma tarde nublada num meio da semana, nós três nos mandamos para o Recreio dos Bandeirantes. Lá, dois campos de futebol soçaite. Um gramado, para os jogos do campeonato que o Politheama disputava, e um careca, para as peladas de quarta ou quinta-feira, quando Chico recebia os amigos. Dr. Ézio nos preveniu que Chico ficava meio arredio quando tinha gente desconhecida no campo. Prometemos nos comportar. Nada de tietagem. Como o tempo estava mais para frio, nada de cerveja. Caipirinhas. E foram algumas, do Severino’s bar, lá mesmo no complexo esportivo. Entre os peladeiros, gente do MPB-4, o cantor Silvio Cesar e outros. Conversamos com alguns. Terminada a série de peladas, Chico saiu do vestiário de banho tomado e Doutor Ézio nos chamou para nos apresentar. Chico apertou nossas mãos cortesmente e até simpático. Adalberto, claro, entregou a ele exemplares da Revista Equipe. Ele passou os olhos e gostou de ver na capa a chamada da entrevista com João do Vale, compositor pelo qual ele tinha grande afeição. E nas despedidas, meu amigo, geralmente muito tímido, mas turbinado pelas caipirinhas foi imperativo: “Mas é pra ler, hein, Chico!”, ao que o compositor educadamente e num quase-susto, assentiu. Na volta para a Baixada, Adalberto meio atormentado e apreensivo, quis saber se não tinha sido “grosso” com Chico. Nós rimos muito e dissemos que não. Claro que não. Querido e saudoso Cantalice e Doutor Ézio, responsáveis pelo “esbarrão” com o Chico. Sou eternamente grato. “Politheama, Politheama O povo clama por você Politheama, Politheama Cultiva a fama de não perder” (Hino do Politheama – Chico Buarque de Holanda) Evandro Lima, Laís Amaral Jr e Sergio Fonseca Samba. Siga a Cedro Rosa. Twitter - Youtube - Facebook - Linkedin - TikTok - Spotify. Cedro Rosa cria Plataforma mundial de música em 10 idiomas para gerir direitos autorais e licenciar e distribuir obras musicais. Músicos, compositores, bandas, mídia, produtores de cinema, streaming, TV, publicidade e games em um único ambiente digital, para negócios de licenciamento. Cedro Rosa Online Abra um perfil agora Plataforma digital permite registro, distribuição e licenciamento de músicas no mundo inteiro. Todo mundo pode escutar músicas e podcasts de graça. Tudo online! A Cedro Rosa , produtora e distribuidora de conteúdos, com sedes no Rio de Janeiro, New York e Tokyo criou uma plataforma digital de administração e distribuição de músicas no mundo inteiro. Para ter acesso, como artista, empresa ou simplesmente amante de música, basta abrir um perfil, apenas com nome e e-mail. 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  • São João 2026: A força econômica e cultural das maiores festas juninas do país

    As festividades juninas no Brasil em 2026 consolidam-se como motores estratégicos da Economia Criativa Dados da FIRJAN indicam que a indústria da cultura e do entretenimento já responde por 3,6% do PIB nacional Escute a playlist de Festas Juninas Este texto integra o pilar Cultura e Sociedade CRIATIVOS! atua na articulação entre cultura, economia criativa e tecnologia aplicada. eventos, iniciativas territoriais e ações concretas no campo cultural e criativo.

  • ABC da Geopolítica: Conclave, a sucessão do Papa Francisco, por Mônica Aguiar

    Assista ao episódio do ABC da Geopolitica, de Mônica Aguiar, especial para o portal CRIATIVOS! Rosa Digital, a plataforma que junta os melhores criadores de musica independente certificada com a industria

  • A Economia do Brasil Perde Fôlego, Mas a Renda Resiste

    Setores que Não Dependem de Juros: A agropecuária (o agronegócio) e as indústrias extrativas (como petróleo A Força da Economia Criativa Música, cinema, games e design são setores que crescem mais rápido que muitas indústrias tradicionais. Redação: 26 de setembro / 2025 Fonte: Relatório "Indicadores de indústria, comércio e serviços" (Ipea

  • RPPNs para sempre: contos, encantos e desafios Um livro de Imersão no mundo das RPPNS

    Maria Cristina Weyland Vieira, Renata Bomfim e Andressa Novaes A Reserva Particular do Patrimônio Natural Maria Cristina Weyland Vieira - Geógrafa, Mestre em Geociências e Doutora em Engenharia de Produção Desenvolvimento Sustentável - Literatura - Música - Economia Criativa - Música Gravações o vivo,

  • A disputa bilionária da IA: quem fica com o dinheiro quando os direitos autorais vencem a batalha?

    CRIATIVOS! , Pensar, Fazer atua na articulação entre cultura, economia criativa e tecnologia aplicada. e Tecnologia Aplicada – CRIATIVOS, Pensar, Fazer O portal opera como um laboratório editorial e um hub Receba o RADAR CRIATIVOS (semanal) 👉 Clique para participar: Bastidores, análises e oportunidades da economia criativa.

  • Laços

    Luana Oliveira para Criativos. O amor está no ar. Dance! Siga a Cedro Rosa.

  • O audiovisual e suas mudanças de tecnologia

    CRIATIVOS! Junte-se a nós! O que acontece de legal na internet?

  • Estudando a Canção: As Nuances do Licenciamento na Obra "Esmigalhado", de Sandro Dornelles e a gravação de Duda Brack

    A complexidade da indústria musical moderna exige que uma obra seja vista sob dois prismas distintos: Engrenagem dos Royalties Essa estrutura mostra por que a gestão profissional é o motor da economia criativa Guia Essencial para Entender Direito Autoral Leia Mais, Saiba Mais no portal CRIATIVOS! atua na articulação entre cultura, economia criativa e tecnologia aplicada. eventos, iniciativas territoriais e ações concretas no campo cultural e criativo.

  • De Paulo Autran e Tônia Carreiro ao Pão de queijo: É José Leon, uma vida cheia de palco e de rua

    mamata de lei Rouanet, não tem o menor ideia de que o retorno que a área cultural (não uso o termo indústria A indústria automobilística tem um subsídio 7 vezes maior que a cultura, que emprega 70 vezes mais. CRIATIVOS, Pensar, Fazer! atua na articulação entre cultura, economia criativa e tecnologia aplicada. economia criativa.

  • O PM Jairo Bráulio foi parceiro de Mário Carabina. Eles me deram a mão. E deu Samba.

    Numa época de boa lembrança, rolava uma animada roda de samba às sextas-feiras, num bar próximo ao meu trabalho, em Nova Iguaçu. ‘Mano a Mano’ era o nome do restaurante onde almoçávamos e que à noite virava, bar. A coisa começara despretensiosa, com uns amigos que gostavam (e gostam) muito de samba. Um pandeiro, um tantã, um tamborim. Eles não eram lá essas coisas com os instrumentos e com seus gogós, mas eram esforçados e autênticos. Com o tempo foram chegando aqueles que realmente manjavam do riscado, então Luís Carlos Fávaro, Ulisses, Rodelson, Luciano Roxo foram cedendo seus lugares a Pelé, Joel, Claudinho do Leão, Jairo Bráulio, Vandinho entre outros. E aí a coisa decolou. Casa cheia, mesas na calçada e até a rua passou a ser fechada nas noites de sexta. O clima no bar era dos melhores. Uma frequência simpática e muita gente curtidora de samba e do pessoal. Ali se formou o embrião de um grupo, chamado ‘O Fino do Samba’, que chegaria a gravar um LP, incluindo o samba Dasdores, criação de Jairo Bráulio, Mário Carabina e letra da minha lavra. Nossa primeira investida começou naquele bar. Geralmente o samba rolava com composições de gente conhecida como Almir Guineto, Zeca, Arlindo Cruz, Sombrinha, Fundo de Quintal, Reinaldo, Marquinhos Satã, Jovelina e por aí afora. De vez em quando Jairo puxava uma autoral, dele e do Mário. Sambas ótimos. Eu admirava a dupla. Os acompanhava no Leão, de cuja ala de compositores eles pertenciam e Jairo chegou a ser interprete na avenida algumas vezes. Certa vez eles migraram e quase faturaram o samba na Unidos da Ponte. Lembro aquela madrugada, a quadra lotada com ampla maioria apoiando o samba daqueles compositores de Nova Iguaçu. O resultado saiu quase as seis da manhã, quando a quadra já esvaziara. Quem ganhou foi um peixe conhecido da diretoria da agremiação. Isso acontece. Mas ficamos muito chateados. Nós e muita gente da própria agremiação de São João de Meriti. Mas falando em Leão de Nova Iguaçu, eu tive o prazer e a honra ter uma letra musicada por um celebre componente da Velha Guarda de lá, o senhor Francisco de Paula Freitas, o Tio Chico. Voltando ao bar em Nova Iguaçu, muita gente interessante frequentava o local. E tinha uma preta bonitona, de olhos puxados, corpo muito bem desenhado, que me encantava sobremaneira. Logo tive que baixar a crista porque soube que ela tinha coisas com um chegado, um sujeito ‘gente boa’ e amigo da turma do samba. Me restou fazer uma homenagem em forma de poesia, que virou letra de música. Mostrei ao Mário e ele gostou. Ele levou ao Jairo. Dias depois a música Doce Olhar fazia sucesso no bar, na voz do próprio Jairo, ou do Claudinho do Leão, ou do Vandinho, que seria vocalista do grupo ‘O Fino do Samba’. Entrou no repertório de shows do emergente ‘Pirraça’ e acabou sendo gravada pelo Jairo no disco ‘Embaixada do Samba’, produzido pelo Tuninho Galante. Minha aproximação com Jairo e Mário, rendeu outras canções como a já citada 'Dasdores' e outra que Jairo gostava muito de cantar, 'Garras', cuja letra já não me lembro. Jairo Bráulio e Mário Carabina. Uma dupla, “de arrepiar” poderiam imaginar os mais afoitos. Mário, apesar do apelido bélico, é um dos caras mais gentis e cordatos que conheço no meio. Pintor de parede e outras virações. Jairo, era cabo da PM, um cavalheiro. Era, porque, nos deixou recentemente. Para minha tristeza e luto de uma turma grande do mundo do samba em Nova Iguaçu. E da Baixada Fluminense como um todo. Foi encantar e cantar lá em cima. Abraço eterno, meu irmão! “Eu quero saber, de onde chegou Tanta beleza assim Com esse olhar de tentação Só pra caçoar de mim” (Doce Olhar- Jairo Bráulio/Mário Carabina/Laís Amaral) “Das dores que trago no peito a maior é você São marcas profundas que tendem não cicatrizar Tropeços na vida da gente, amores tão inconsequentes Não deixe esse nosso romance se arruinar” (Dasdores – Jairo Bráulio/Mário Carabina/Laís Amaral) Escuta! Cedro Rosa Digital Plataforma musical reune artistas, compositores e usuários comerciais de música, como TV, publicidade, rádios e internet para pesquisar, escutar e licenciar obras certificadas para trilhas sonoras diversas. Qualquer um pode abrir um perfil apenas com nome e e-mail. Veja como funciona. Música Brasileira Lais Amara, Leo Viana, Antonio Joaquim, pautas da Cedro Rosa. Vidas que modificam vidas.

  • Os Cavalos de Aço

    Jorge Cardozo Economia Criativa: Motor de Desenvolvimento Global A economia criativa tem se destacado Impacto Global da Economia Criativa A economia criativa gera desenvolvimento ao incentivar a inovação Cedro Rosa Digital: Transformando a Indústria Musical A Cedro Rosa Digital tem desempenhado um papel Portal CRIATIVOS!: Um Hub de Intelectualidade e Inovação No Brasil, o portal CRIATIVOS! indicadores para a economia criativa - Sebrae

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