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De Paulo Autran e Tônia Carreiro ao Pão de queijo: É José Leon, uma vida cheia de palco e de rua


                                                        

Zé Leon Zylbersztajn
Zé Leon Zylbersztajn

 

          O irrequieto botafoguense, Zé Leon Zylbersztajn é advogado, jornalista, ator e diretor de teatro profissional. Niteroiense de nascimento, hoje é Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, título outorgado pela Assembleia Legislativa. Honraria plenamente justificada a ver pelo recheado currículo com atuações estado afora.

 

          Empreendedor institucional e apaixonado pelo teatro, tem a vida marcada pela intensa atuação em dupla jornada. Parte, é o homem público, promotor, incentivador e disseminador de manifestações artísticas, e parte, o militante ativo que produz, sobe ao palco, agita. Ser um dos criadores do grupo Casseta & Planeta, não é mera coincidência.   

 

          Como micro empreendedor individual é Assessor Especial do Núcleo de Gestão de Projetos da MultiRio – Empresa de Multimeios da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Também é Assessor Especial do Arquivo Geral da Cidade, pesquisador de histórias do Rio para geração de conteúdos nas redes sociais e membro efetivo do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Foi Consultor do Sebrae/RJ nas áreas de cultura, turismo e economia criativa, Subsecretário de Estado de Cultura de 1999 a 2001 e Presidente da Comissão Estadual de Projetos Culturais Incentivados.

 

          Nas andanças de algumas décadas pela Região das Agulhas Negras, no Sul Fluminense, criou e foi o primeiro presidente da Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda, então órgão responsável pelas políticas públicas de cultura de Resende. Ainda por lá, foi o autor da lei de preservação do patrimônio histórico artístico e paisagístico, diretor de Cultura da ONG Crescente Fértil e diretor do Programa Câmara Cultural no Legislativo Municipal. Foi Curador do Festival de Teatro local por cerca de dez anos e um dos fundadores do Grupo de Teatro Boca de Cena que, na década de 1980 e início dos anos 1990, foi um dos grupos de teatro mais importantes do Estado.

 

         Acumulou cargos de Secretário de Cultura por quase dez anos em Resende, foi Secretário de Cultura também em Porto Real e Superintende de Economia Criativa e Educação Empreendedora da Prefeitura de Itatiaia.  Ainda na Região criou e é o curador do Festival de Teatro das Agulhas Negras (Festan), atualmente na sétima edição. Presidiu o Fórum Estadual de Secretários Municipais de Cultura do Rio de Janeiro. Ufa!!


 

CRIATIVOS - José Leon, certamente o artista nasceu antes do Produtor Cultural e homem público voltado para as artes. Como tudo começou? Influências familiares? Outras referências?

JOSÉ LEON - Eu já fazia teatro na escola. E estudei num colégio judaico de esquerda que tinha uma preocupação muito grande com os desenvolvimentos intelectual, cultural e humano. Então íamos muito a museus e peças de teatro. E fui assistir Macbeth, com Tônia Carreiro e Paulo Autran e pronto, a mosca me mordeu.

Uma coisa que me alavancou foi eu ter entrado pela “porta da frente” no Tablado, e ter sido aluno da Maria Clara Machado. Ali foi meu ponto de mutação. E, por último, ter tido a possibilidade de conviver com Sergio Brito e Fernanda Montenegro.

 

CRIATIVOS - Como harmonizar uma suposta disciplina do produtor de cultura com o espírito mais ou menos indômito do artista?

JOSÉ LEON - Rapaz, por mais que você seja “indômito” você precisa equilibrar o sonho com o feijão com arroz. E não deixar o arroz queimar nem o feijão azedar. Frite o peixe, mas fique sempre de olho no gato. Com a Maria Clara Machado e com a Fernanda eu aprendi que sem disciplina e esforço você não chega vivo ao terceiro ensaio.

 

CRIATIVOS - A partir da sua vivência, fale sobre a importância do Poder Público para as artes, para a cultura e como isso pode importar na vida das pessoas?  

JOSÉ LEON - Os idiotas que vivem falando da mamata de lei Rouanet, não tem o menor ideia de que o retorno que a área cultural (não uso o termo indústria cultural, nem pro cinema) proporciona. São números da FGV: a cada um real investido em cultura, voltam 7,5 reais para a economia. A indústria automobilística tem um subsídio 7 vezes maior que a cultura, que emprega 70 vezes mais. Espere o filme acabar e veja as letrinhas que sobem no final. Quantas pessoas foram empregadas num único filme. Fora o conceito da Economia Criativa, que abrange, gastronomia, moda, empreendedorismo. Cultura e economia criativa empregam muito mais que o Agro que não é nem um pouco pop. Isso tudo fomentado pelo poder público. A lei Aldir Blanc é o SUS da cultura.


CRIATIVOS - Comente sobre o seu livro 'O Método Pão de Queijo de Produção Cultural'.

JOSÉ LEON - Eu ganhei de presente um livro de produção cultural que vi que era mais do mesmo. Então resolvi escrever o meu livro e criei o Método Pão de Queijo. Se o produtor cultural, principalmente o iniciante, seguir esse acróstico, faz do chá revelação ao festival de rock.

É um acróstico P de Projeto, A de Articulação, O de Objetivos etc. Quem quiser saber o restante tem que comprar o livro.


CRIATIVOS - Fale o que for do seu interesse e as perguntas não estimularam.  

JOSÉ LEON - Eu falo que a produção cultural é um universo de nãos. E conto a história da autora do livro Harry Porter que foi rejeitada por várias editoras que diziam para ela que histórias de bruxinho não vendem. Até que uma pequena editora resolveu apostar no livro e hoje ela é uma das autoras mais ricas do mundo.

Enfim, O Método Pão de Queijo de PRODUÇÃO Cultural é para quem quer se meter nessa roubada de cultura.

Estou ouvindo a playlist Mulher no Samba, com reprtório ®CertCon, de Alta Qualidade. 

Disponível para trilhas sonoras, downloads e licenciamento na Cedro Rosa Digital.


CertCon, da Cedro Rosa, uma plataforma de músicas certificadas de diversos países, disponíveis para microlicenciamentos, downloads e trilhas sonoras. Para quem é amante da música, basta clicar, escutar, fazer playlists, sem custo.


 

 

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