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A metamorfose da Vênus Platinada: Ernesto Rodrigues encerra trilogia definitiva sobre a Globo







O jornalista e escritor Ernesto Rodrigues acaba de selar uma das mais densas investigações sobre a comunicação no Brasil. Com o lançamento de A Globo: Metamorfose, terceiro e último volume de sua trilogia, chega ao fim um projeto de sete anos que disseca a trajetória do Grupo Globo.


Mais do que um registro empresarial, a obra funciona como um espelho das

mutações políticas, culturais e tecnológicas que moldaram o país nas últimas décadas.

 

Se os volumes anteriores, Hegemonia e Concorrência, focaram na consolidação e na disputa pela audiência analógica, Metamorfose mergulha no turbulento período entre 1999 e 2025.


É o retrato de uma gigante em transição, enfrentando a erosão de sua centralidade absoluta diante da ascensão das classes C, D e E, a explosão da internet e a chegada avassaladora das plataformas de streaming.


“Não é só a história da TV Globo. É a história da nossa cultura, da nossa política, do nosso jornalismo, do nosso esporte, do nosso talento, dos nossos acertos e claro, dos nossos erros.” — Marcos Uchôa, jornalista.


Ao longo de 800 páginas, Rodrigues organiza bastidores que vão da morte do patriarca Roberto Marinho à profissionalização da sucessão familiar sob o comando de seus filhos.


O livro não se furta de abordar temas espinhosos: a relação pendular com o poder político do lulismo ao confronto aberto com o bolsonarismo —, o impacto da Lava Jato e os desafios de manter a credibilidade jornalística em tempos de polarização extrema e fake news.


No campo do entretenimento, a obra analisa como a emissora buscou se reinventar.


Fenômenos como o Big Brother Brasil são citados como marcos da redefinição do cotidiano do espectador, enquanto a dramaturgia tentava equilibrar a herança das grandes novelas (de Avenida Brasil a Pantanal) com a fragmentação de público imposta pelo digital.


A trilogia de Rodrigues encerra-se não apenas como um documento histórico, mas como uma peça fundamental para o debate sobre o futuro da produção de conteúdo em solo nacional.


Sobre o Autor

Ernesto Rodrigues, 70 anos, é jornalista com passagens por O Globo, Jornal do Brasil e TV Globo. Biógrafo experiente e documentarista, dedicou-se à vida acadêmica na PUC-Rio e à produção de obras que são referência no jornalismo brasileiro, como as biografias de Ayrton Senna e João Havelange.

 



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