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CAFÉ COM HISTÓRIAS: Novembro: o tempo passa, as histórias ficam

há 3 horas
4 min de leitura

Teresa Lampreia


Teresa Lampreia
Teresa Lampreia

Bom dia! Vamos tomar um café com histórias?


Novembro chegou. O penúltimo mês do ano. E a sensação é de que 2026 passou numa velocidade difícil de acompanhar. Talvez porque tenha sido um ano de tantos encontros, viagens, projetos e histórias. Ou talvez porque, quando estamos fazendo aquilo em que acreditamos, o tempo adquira outra dimensão.


Comecei novembro no Rio Grande do Sul. E que começo!


No dia 3, estive na Unisinos, em São Leopoldo, para uma experiência que dificilmente esquecerei. Um programa chamado Na Roda, preparado pelos próprios estudantes. Mais de 15 jovens, de diferentes áreas — Letras, Filosofia, História, Jornalismo, Publicidade, entre outras — organizaram perguntas e conduziram uma conversa de uma profundidade extraordinária.


Não eram perguntas protocolares. Eram reflexões. Questionamentos sobre a indústria criativa, o mercado global do entretenimento, a filosofia, a ética, a responsabilidade de quem conta histórias. Falamos de Aristóteles, da construção das narrativas, do papel da arte na sociedade e das transformações que o entretenimento pode provocar.


Em determinado momento, percebi que praticamente todos os temas do meu livro, “Somos Feitos de Histórias — O Entretenimento de Impacto Social. E a Vida, enfim.”, estavam ali, sendo debatidos por uma nova geração.


E isso me deu uma enorme esperança no futuro.


Há algo profundamente transformador em encontrar jovens que não querem apenas consumir histórias, mas compreender como elas são construídas, quais interesses representam e que consequências podem produzir no mundo.


Minha querida amiga Lisiane, professora da Unisinos há mais de 20 anos, ajudou a preparar esse encontro. O resultado foi genial. Uma demonstração de como a universidade pode ser um espaço vivo de pensamento, diálogo e construção coletiva.


A passagem pelo Rio Grande do Sul também incluiu uma masterclass e mentorias individuais. Encontros que reforçaram uma convicção que atravessa minha trajetória: o Brasil precisa reconhecer o entretenimento como indústria, como patrimônio intelectual e como instrumento de desenvolvimento econômico, cultural e social.


E hoje, dia 6 de novembro, a conversa continua na Feira do Livro de Porto Alegre.

Participarei de um debate com Letícia Escósski, autora de A Casa das Sete Mulheres, para falar sobre um tema que considero fundamental: como histórias locais podem alcançar o mundo?

Falaremos de propriedade intelectual, do valor das narrativas brasileiras no mercado internacional e de uma obra que esteve à frente de seu tempo.


A Casa das Sete Mulheres contou uma guerra pelo ponto de vista de sete mulheres. Uma escolha narrativa que deslocou o olhar tradicional sobre a história e colocou as experiências femininas no centro de um grande acontecimento político e social.


Tive o privilégio de trabalhar nessa produção. E, tantos anos depois, revisitar essa obra é também compreender a força de uma história que nasce de uma identidade regional e encontra ressonância muito além de suas fronteiras.


O local não é o contrário do global. Muitas vezes, é justamente a singularidade de uma história que lhe confere dimensão universal.


Essa é uma das discussões centrais da minha turnê literária. E Porto Alegre passa a ocupar um lugar muito especial nessa jornada.


Novembro ainda promete.

Estamos preparando novas etapas da turnê, com convites para Recife, São Paulo e outros estados. Cada cidade traz novos interlocutores, novas perguntas e diferentes maneiras de pensar o futuro do nosso setor.


Se existe algo que este ano vem me ensinando, é que a indústria do entretenimento não se desenvolve apenas nos grandes centros de produção. Ela se fortalece nas universidades, nas feiras literárias, nos encontros entre gerações, nas conversas sobre cultura, mercado, educação e sociedade.


É preciso circular. Ouvir. Compartilhar conhecimento. Valorizar a propriedade intelectual brasileira. Criar pontes entre quem produz, quem pesquisa, quem investe e quem está começando.

E, sobretudo, compreender que contar histórias também é construir futuro.


E a próxima parada já está marcada.

De Porto Alegre, embarco para o Rio de Janeiro e, na próxima semana, seguimos para Belo Horizonte, onde a WhE Play estará presente como player do mercado audiovisual no MAX – Minas Audiovisual Expo, realizado pelo Sebrae, representada por minha sócia Yael Steiner.


A WhE Play, primeiro canal FAST dedicado ao entretenimento de impacto social do Brasil e da América Latina, integra um movimento de democratização do audiovisual nas TVs conectadas, com presença em plataformas como Samsung TV Plus, TCL, LG e Roku.


A internacionalização do mercado audiovisual brasileiro passa necessariamente pela valorização da nossa propriedade intelectual, pela ampliação das janelas de distribuição e pelo acesso democrático ao entretenimento.


Não basta contar histórias. É preciso fazer com que elas circulem, atravessem fronteiras e encontrem seus públicos.


Novembro é o penúltimo mês do ano, mas não tem nada de encerramento. Pelo contrário. Há ainda muito a fazer, muitos lugares a visitar e muitas histórias a contar.

Neste momento, minha parada é Porto Alegre. Uma cidade que ocupa um pedaço importante do meu coração e que agora também faz parte da trajetória deste livro.

O ano está terminando. As conversas, não.


Bom dia. O café está servido. E as histórias continuam.


Entrevista de Teresa Lampreia na RBS
Entrevista de Teresa Lampreia na RBS



Estou ouvindo a playlist Audiovisual, trilhas na Cedro Rosa!

Repertório ®CertCon, de músicas certificadas, disponíveis para downloads e trilhas sonoras na Cedro Rosa.


 

 

Chamada

Think-and-Do Tank – Pensar e Fazer Brasileiro.

O portal opera como um laboratório editorial e um hub de inteligência aplicada. 



 


Repertório ®CertCon, de músicas certificadas, disponíveis para downloads e trilhas sonoras na Cedro Rosa.



Ecossistema Criativo e Valorização Patrimonial

A circulação global de obras audiovisuais e literárias exige infraestrutura tecnológica sólida para rastreabilidade e proteção de direitos autorais. Enquanto Teresa Lampreia dialoga sobre a projeção das narrativas locais no mercado internacional, a gestão de ativos sonoros e trilhas para produções culturais encontra suporte em modelos avançados de certificação.


O sistema ®CertCon, desenvolvido pela Cedro Rosa Digital em cooperação técnica com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e apoio da EMBRAPII e SEBRAE RJ, atua justamente no mapeamento e na certificação em 12 camadas de metadados. A plataforma já gerencia mais de 5 mil ativos em escala global, garantindo transparência, microlicenciamento eficiente e distribuição justa de direitos autorais a compositores e intérpretes.



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