Poema-ode aos poetas persas
- Sonali Maria

- há 3 horas
- 2 min de leitura

‘O Sol em Áries veste seus jardins
com tua soberana compaixão.
Sem tua honra, todos se corrompem.
Ora, vamos, não fujas!” (Rûmi)
Brilha no Céu
uma estrela, um planeta,
milênios ou mais,
eu ignorante sou
do tudo
que tanto sei-não sei-quero saber.
Às estrelas e planetas
admirava Khayam,
há mais de mil anos na Pérsia,
e sabia lhes dar nome e lugar,
e se abismar
na poesia do Cosmos,
como tantos em Bagdá, Pasárgada, Merv, Konya,
Veranasi, Belém...
e na matemática
universal
abstrata sabedoria
que lhes dá harmonia
e organiza os ciclos do Tempo.
E por admirar o Cosmos
imemorial
sabia Khayam
da beleza da rosa
no jardim,
seu mistério encarnado na delicadeza da vida,
da flor,
e em beleza e perfume
regada pelo orvalho
da noite de estrelas.
Ao vinho,
ancestral bebida oriental,
brindam à vida
os poetas persas
há milênios
sabedores
da beleza desta
e
da música e dança
que a embalam
em inefável sacralidade
do Amor
que rege o Cosmos.
À magia da arte da caligrafia,
da escrita,
e dos números,
resguardadas por milênios
me curvo em dia sagrado
e clamo
para que o Insano
seja detido em sua Torre.
Caligrafou Rûmi:
“Peça de seu xadrez,
carne de seu abutre”.
As estrelas e a Lua
de Khayam
hão de brilhar alto no Céu.
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